Um passo em falso

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Um passo em falso
Um passo em falso

1 - Não fosse a derrota em Moscovo, há menos de um mês, e seria lícito dizer-se que a carreira do Benfica na Champions tinha sido imaculada, levando em linha de conta os objetivos traçados e a capacidade da própria equipa, pronta para qualquer embate, desde que não fosse frente ao colossal Barcelona. Este passo em falso pode ter deitado, no entanto, tudo a perder, já que os catalães, potenciais monopolizadores dos pontos na fase de grupos, “ofereceram” 3 deles ao Celtic, colocando os escoceses em posição privilegiada para o apuramento. Ontem, frente ao rival direto, os encarnados jogaram bem, dominaram e acabaram mesmo por conseguir um resultado escasso para tanta superioridade. Ao invés, o Sp. Braga desiludiu. Está fora das competições europeias e pode mesmo ficar em breve sem treinador. Um presidente com o perfil de António Salvador e dois confrontos diante do FC Porto em menos de duas semanas são um mau prenúncio para José Peseiro.

2 - Teremos hoje um fantástico Manchester City-Real Madrid, que, um tanto ao quanto surpreendentemente, é decisivo para a sobrevivência na Liga dos Campeões dos citizens e poderá complicar em muito a vida dos blancos em caso de derrota. Tudo isto porque é o Borussia Dortmund a dar cartas neste denominado grupo da morte. Independentemente do que estará em causa em termos desportivo, haverá, por certo, espetáculo garantido para felicidade daqueles que gostam de futebol e dão menos importância às cores clubísticas. Mancini contra Mourinho, Agüero diante de Pepe, Xabi Alonso frente a Yaya Touré. E há ainda Ronaldo, Benzema, David Silva e Tévez, entre outros, em ação. É a magia da Liga dos Campeões.

3 - No fim-de-semana passado houve Taça de Portugal, agora volta a Liga, que pára novamente para outra eliminatória da segunda prova mais importante do calendário nacional. Enfim, são as múltiplas paragens do campeonato. Ora veio a Seleção, ora a Taça de Portugal, ora, como aconteceu em setembro, decidiu-se pura e simplesmente interromper a Liga por não haver jornadas suficientes para disputar até maio. Este é definitivamente um campeonato jogado aos bochechos, que faz com que os adeptos “desliguem” e os clubes conheçam ainda mais dificuldades de sobrevivência.

4 -Fora da Taça de Portugal, o Sporting tem uma oportunidade de ouro para aproveitar tanta interrupção. Pode afinar estratégias, ganhar tempo para montar uma equipa na verdadeira aceção da palavra e absorver ainda mais ideias do novo treinador. Retomada a atividade, será o próprio Franky Vercauteren a estar em causa, pois o estado de graça terá acabado. E a tarefa do belga não será fácil. Depois dos oitavos-de-final da Taça vem logo um Sporting-Benfica!

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