Um ponto de graça
Um jogo de futebol pode ter pouca graça e não ser uma desgraça. Assim foi ontem para o Benfica, como Jorge Jesus, aliás, não escondeu na conferência de imprensa. Dizer que as duas equipas se anularam e que não houve espaço para o talento individual aparecer é uma forma moderada de dizer que o jogo foi feio e que se destruiu mais do que construiu; acrescentar que os golos foram não elaborados é como quem diz que ou foi recarga (o do Sporting) ou tudo ao molho e fé em Deus (o do Benfica).
O técnico dos campeões nacionais considerou o resultado melhor para o Benfica e, tirando Artur, os únicos jogadores que elogiou foram do Sporting: Carrillo, Nani, Adrien e ainda João Mário. Jorge Jesus pareceu sobretudo aliviado por não ter perdido o dérbi. E por o jogo ter tido 94 minutos em vez de 93.
