Vêm grandes feitos
A atual solução em vigor na Seleção Nacional só pode dar certo. Vêm aí grandes resultados, ouso afirmar, sem grande medo de falhar, mesmo sem o talento da minha querida Maya para ler o futuro em saberes milenares.
A Seleção começou a campanha para o Euro com um híperdesgastado Paulo Bento. Decidir trocar Bento, e nada a dizer. Mas trocou-o por um treinador com oito jogos de castigo para cumprir, é óbvio que só pode dar certo.
Depois este treinador, o estimável Fernando Santos, resolve lançar uma amnistia para jogadores banidos nos anos recentes. Abranger nesta amnistia um jogador que abandonou o estágio da Seleção sem dizer água vai, um atleta que soma agora 36 anos, é um excelente sinal lançado sobre os parâmetros disciplinares vigentes. Por isso, só pode dar certo.
O anterior grupo de trabalho da Seleção Nacional fora todo construído em torno de Cristiano Ronaldo, quer no plano geracional quer, exceção feita a Nani, na aceitação geral da liderança. Baralhar e voltar a dar, chamando vários jogadores com trinta e mais anos, que nunca aceitaram o comando e brilho egoísta de Cristiano Ronaldo, pretendendo, ainda assim, que todo o jogo gire em torno do melhor jogador do Mundo em exercício, torna-se um ululante óbvio de que só pode dar certo.
Só pode dar certo ter no banco, como diretor, um jogador que terminou a carreira internacional com um inesquecível e globalizado soco no estômago de um árbitro. Só pode dar certo manter e tornar ainda mais hegemónico o domínio do empresário Jorge Mendes sobre o quadro de jogadores selecionados.
Sim, só pode dar certo. Neste país lobotomizado, fazer tudo errado está forma comum de fazer alguma coisa.
Vêm aí grandes feitos da Seleção. Não tenhamos dúvidas, caros leitores: tão mau com tão mau, só poderá dar ótimo.
