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30 abril 2009 - 09:08

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Soube-se, ontem, que Rui Costa foi suspenso durante um mês por injúrias ao árbitro do Benfica-Marítimo. Se o mesmo critério fosse aplicado a Paulo Bento, o treinador do Sporting só voltaria a sentar-se no banco de suplentes na época 2034/35 (provavelmente, coincidiria com o jogo de despedida de Derlei). Mas não se confirma.


Por exemplo, nesta última jornada, Paulo Bento escapou ao sumaríssimo porque, segundo a imprensa, "o árbitro viu a reação". O que é extremamente curioso, já que na final da Taça da Liga o treinador do Sporting não foi castigado na sequência de ter feito um gesto que acusava o juiz da partida de estar a roubar, porque, segundo a imprensa, "o árbitro não viu a reação". Resumindo, Paulo Bento escapa ao castigo quando se verifica uma de duas situações: 1) o árbitro vê; 2) o árbitro não vê - conclui-se que, a não ser que surja entretanto um terceiro cenário, é muito improvável o treinador do Sporting vir alguma vez a ser castigado.

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Entretanto, por pura diversão pessoal, ontem fiz uma pesquisa no Google relacionada com esta temática. Aqui ficam os resultados: "Paulo Bento critica arbitragem" - 163 resultados. "Rui Costa critica arbitragem" - 0 resultados.


Um outro aspeto interessante do castigo aplicado a Rui Costa é o facto de o diretor-desportivo do Benfica ficar inibido de prestar declarações públicas, quando a mesma proibição não se aplica ao castigo que a Comissão Disciplinar da Liga aplicou a Pinto da Costa. Em termos legais, Rui Costa pode, portanto, contornar facilmente a lei para voltar a poder prestar declarações públicas - basta, para isso, que tente corromper um árbitro.

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