Verdadeira "melga"

Adicione como fonte preferencial no Google
Verdadeira "melga"
Verdadeira "melga"

Anda meio mundo a fazer graçolas com a palavra melga, só porque um pobre rapaz dotado para jogar no ataque foi lançado no Estádio da Luz, num jogo intenso, na posição de defesa-esquerdo. Ora, perante os resultados obtidos, a verdadeira “melga” do Benfica foi, mais uma vez, Jorge Jesus.

Na ânsia de se afirmar no mundo do futebol como o grande inventor de jogadores – à boleia do êxito obtido com Coentrão –, Jesus está a queimar um muito interessante ala. Embora, mesmo a jogar no ataque, lhe sejam comuns quebras de concentração muito penalizantes. Só que quando Melgarejo perde um golo infantil ou falha a melhor opção de passe, no ataque, tudo tem tons menos graves do que enfiar um golo na baliza de Artur e fazer um passe incrível para outro.

Se Jesus é um tão bom produtor de jovens jogadores de topo, então deveria ter garantido a Nélson Oliveira que iria apostar nele. Não deveria ter suspirado de alívio quando viu o maior candidato a ponta-de-lança da Seleção para os próximos dez anos rumar à sempre nobre Galiza, emprestado a um clube que jogará para não descer e quase sempre em contra-ataque – será essa a melhor escola para alguém vingar no ataque do Benfica?

Jesus ameaça tornar Melgarejo uma teimosia semelhante à que afastou o Benfica do título com Roberto na baliza.

Para defesa do jogador, da equipa, e até do presidente, Jesus deve proteger Melgarejo. Fazê-lo descansar no banco. Treiná-lo em duas posições, mas colocá-lo em competição nos terrenos que conhece melhor – veremos então se acaso tem classe para envergar a camisola de um grande... –, e depois sim. Quando o atleta já for respeitado pelos colegas, poderá testá-lo em competição a defesa-esquerdo.

Caro Jesus, pare de inventar e ganhe os jogos!

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade