Vieira e Cardozo

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Vieira e Cardozo
Vieira e Cardozo

1 - Luís Filipe Vieira perdeu tempo precioso ao tentar o impossível. Aliar, nesta fase, motivações éticas a ambições financeiras só poderia redundar no fracasso. Ao afastar justificadamente Oscar Cardozo do plantel, devido ao seu comportamento inqualificável no Jamor, e não baixar um cêntimo o valor pedido pela transferência do avançado, o presidente do Benfica quis ganhar em todos os tabuleiros e nada resolveu. O odioso desta novela sobra agora para o treinador, pelo menos na opinião de grande parte dos adeptos. Jorge Jesus foi, sem dúvida, o culpado dos sucessivos fracassos dos últimos anos, mas, neste caso, veste a pele da principal vítima. Desde a ira de Cardozo em maio, à inexistência de uma solução para a frente de ataque a menos de duas semanas do início do campeonato, o técnico dos encarnados foi colocado numa situação muito difícil perante uma exigente massa adepta que ainda não esqueceu os traumas que atingem a águia desde 2011. Com ou sem homem de área, o destino de Jorge Jesus está definido. Ou inicia a Liga em grande ou a permanência no comando técnico das águias ficará definitivamente comprometida.

2 - E de repente o Sporting regrediu. Deixou de queimar etapas de um crescimento sustentado desde o início da pré-época e deixou que se lançassem dúvidas sobre a competitividade desta jovem equipa. Bastou um West Ham bem dotado fisicamente para fazer ruir grande parte do crédito que a equipa de Leonardo Jardim vinha angariando. Mas o verdadeiro teste dos leões está marcado para hoje à noite, no Algarve, frente ao Sp. Braga. Será essa a ocasião ideal para aferirmos as virtudes e defeitos dos principais candidatos ao 3.º lugar da Liga 2013/14.

3 - Com as competições oficiais à porta, o FC Porto aumenta invariavelmente os níveis de confiança. O último confronto da Emirates Cup, diante do Nápoles, serviu para colocar de parte as angústias que os jogos com Celta de Vigo e Galatasaray tinham criado. A Supertaça, já no sábado, trará provavelmente o primeiro título da temporada, fazendo com que Paulo Fonseca, o novo treinador, ganhe força e tempo para acabar de montar uma equipa com múltiplas opções, apesar de nenhuma apresentar a categoria de JoãoMoutinho e James Rodríguez, transferidos para o Monaco neste defeso.

4 - Num Portugal tão pequenino não cabem definitivamente juntos os egos de José Mourinho e Cristiano Ronaldo. Temos, como aliás já era expectável, os dois maiores nomes da atualidade do futebol nacional (e mundial) envolvidos numa lamentável querela. Só quem partilhou o balneário do Real Madrid no último ano, pleno de desilusões, pode aferir quem tem razão, se é que ela assiste a alguém. Mas não existem quaisquer dúvidas de que foi o novo treinador do Chelsea a abrir as hostilidades. Sem qualquer necessidade...

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