Vilarinho e as más interpretações

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Quando um ex-presidente (e actual líder da assembleia geral) do Benfica desvaloriza um qualquer título conquistado pelo seu clube é fácil perceber que algo não está bem. É que sendo legítimo um sócio gostar mais ou menos de uma determinada modalidade, não se entende que, ocupando um cargo de responsabilidade, se lembre de vir a público desconsiderar o trabalho de outros, as vitórias dos "seus". Mas, perante a surpresa geral, foi isso que Manuel Vilarinho fez num programa televisivo, chegando ao ponto de considerar que as várias modalidades só servem "para sorver o dinheiro do futebol".

Como não poderia deixar de ser, uns dias depois, aquando do anúncio da recandidatura de Luís Filipe Vieira a um novo mandanto enquanto presidente das águias, Vilarinho voltou a abordar o assunto. Para pedir desculpas? Não! Para refazer a declaração de modo a sair menos "chamuscado" deste triste episódio? Também não! Apenas para dizer que tinha sido mal interpretado. E culminou afirmando que não era "professor de português". Por outras palavras, todos os que ouviram as suas declarações à TVI 24 não perceberam o conteúdo das mesmas. Isto é mesmo um país de distraídos...

Tal como Vieira garante, Vilarinho até pode ter tido muitos méritos à frente dos destinos do Benfica. Sinceramente, não penso da mesma forma. Mas, com um bom ou mau desempenho, a verdade é que jamais foi um presidente consensual. Tudo porque sempre fez questão de separar o futebol do resto das modalidades (e sem apresentar resultados de qualidade no desporto-rei). Quem só sente o futebol num clube com o ecletismo do Benfica está, irremediavelmente, comprometido. A menos que tenha o bom senso de guardar para si opiniões que, já se sabe, não agradam à maioria dos sócios e simpatizantes. Só que Vilarinho gosta de falar. E se isso não constitui, por si só, problema, ter uma queda tremenda para dizer o que não deve, e no local errado, é deveras problemático.

Quando foi entrevistado na TVI 24, Vilarinho sabia bem o que estava a dizer. Tanto que até fez questão de anunciar ter consciência de que as suas palavras iriam ser pretexto para muitas críticas. Mesmo assim... avançou. E foi incorrecto com as modalidades, como depois foi deselegante com os sócios, uns perfeitamente identificados, outros em abstracto. Vilarinho disse o que lhe apeteceu. Teve o mérito de ser honesto. Mas, embora o próprio continue a considerar o contrário, raiou o ridículo.

Como Vieira considera Vilarinho um bom elemento, até entendo que o chame para desempenhar um qualquer cargo na SAD do futebol encarnado. No entanto, ao pretender reconduzi-lo na liderança da Assembleia Geral, está a cometer um erro tremendo. Este não é, indiscutivelmente, o melhor representante dos associados do clube da Luz. E se Vieira não o sabia, devia ter ficado a saber quando, no intervalo do recente Benfica-Freixieiro em futsal (numa altura em que a equipa de basquetebol era homenageada pela conquista do título), os próprios sócios e adeptos enxovalharam Vilarinho. Normalmente, os sócios dos grandes só costumam ofender os outros. Vilarinho quebrou essa barreira. "Apanhou" dos benfiquistas e, conforme verifiquei nos comentários aqui no Record Online, dos sportinguistas, dos portistas e de todos os que valorizam os sucessos dos seus clubes.

Caso se perspectivasse uma corrida eleitoral equilibrada, Vieira poderia estar a dar um verdadeiro "pontapé na sorte" ao manter a confiança em alguém que, com as suas palavras, até desconsiderou o papel do próprio presidente (e de Rui Costa), presenças regulares nos duelos importantes das modalidades. Mas, num clube onde várias figuras proeminentes são simpatizantes de outras cores e até alguma oposição considera que José Veiga, um dragão de ouro, é um nome a ter em conta para, mais tarde ou mais cedo, ocupar um posto de decisão do clube... se calhar é tudo normal. Até Vilarinho continuar a ser líder da Assembleia Geral!



Quando foi entrevistado na TVI 24, Vilarinho sabia bem o que estava a dizer. Tanto que até fez questão de anunciar ter consciência de que as suas palavras iriam ser pretexto para muitas críticas. Mesmo assim... avançou. E foi incorrecto com as modalidades, como depois foi deselegante com os sócios, uns perfeitamente identificados, outros em abstracto. Vilarinho disse o que lhe apeteceu. Teve o mérito de ser honesto. Mas, embora o próprio continue a considerar o contrário, raiou o ridículo.
Como Vieira considera Vilarinho um bom elemento, até entendo que o chame para desempenhar um qualquer cargo na SAD do futebol encarnado. No entanto, ao pretender reconduzi-lo na liderança da Assembleia Geral, está a cometer um erro tremendo. Este não é, indiscutivelmente, o melhor representante dos associados do clube da Luz. E se Vieira não o sabia, devia ter ficado a saber quando, no intervalo do recente Benfica-Freixieiro em futsal (numa altura em que a equipa de basquetebol era homenageada pela conquista do título), os próprios sócios e adeptos enxovalharam Vilarinho. Normalmente, os sócios dos grandes só costumam ofender os outros. Vilarinho quebrou essa barreira. "Apanhou" dos benfiquistas e, conforme verifiquei nos comentários aqui no Record Online, dos sportinguistas, dos portistas e de todos os que valorizam os sucessos dos seus clubes.
Caso se perspectivasse uma corrida eleitoral equilibrada, Vieira poderia estar a dar um verdadeiro "pontapé na sorte" ao manter a confiança em alguém que, com as suas palavras, até desconsiderou o papel do próprio presidente (e de Rui Costa), presenças regulares nos duelos importantes das modalidades. Mas, num clube onde várias figuras proeminentes são simpatizantes de outras cores e até alguma oposição considera que José Veiga, um dragão de ouro, é um nome a ter em conta para, mais tarde ou mais cedo, ocupar um posto de decisão do clube... se calhar é tudo normal. Até Vilarinho continuar a ser líder da Assembleia Geral!

Quando foi entrevistado na TVI 24, Vilarinho sabia bem o que estava a dizer. Tanto que até fez questão de anunciar ter consciência de que as suas palavras iriam ser pretexto para muitas críticas. Mesmo assim... avançou. E foi incorrecto com as modalidades, como depois foi deselegante com os sócios, uns perfeitamente identificados, outros em abstracto. Vilarinho disse o que lhe apeteceu. Teve o mérito de ser honesto. Mas, embora o próprio continue a considerar o contrário, raiou o ridículo.

Como Vieira considera Vilarinho um bom elemento, até entendo que o chame para desempenhar um qualquer cargo na SAD do futebol encarnado. No entanto, ao pretender reconduzi-lo na liderança da Assembleia Geral, está a cometer um erro tremendo. Este não é, indiscutivelmente, o melhor representante dos associados do clube da Luz. E se Vieira não o sabia, devia ter ficado a saber quando, no intervalo do recente Benfica-Freixieiro em futsal (numa altura em que a equipa de basquetebol era homenageada pela conquista do título), os próprios sócios e adeptos enxovalharam Vilarinho. Normalmente, os sócios dos grandes só costumam ofender os outros. Vilarinho quebrou essa barreira. "Apanhou" dos benfiquistas e, conforme verifiquei nos comentários aqui no Record Online, dos sportinguistas, dos portistas e de todos os que valorizam os sucessos dos seus clubes.

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