Vira o disco e toca o mesmo

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Os anos vieram dar razão a Dias da Cunha em muitas coisas - a mais discutível talvez seja a defesa "cega" de José Peseiro porque do técnico ainda não se viu o que prove que era o homem certo para dirigir os leões - e nos próximos há tendência para sejam mais os seus apoiantes (e não apenas no universo leonino).

Mas numa não tem razão: se entende que o Sporting está à beira do fim (10 anos é muito pouco) não pode argumentar que o seu tempo já acabou.

Aceita-se o argumento que o clube está em risco se a actual direcção levar para a SAD a Academia e o Estádio - bons gestores avaliarão adequamente esta análise - mas exige-se que apresente uma alternativa na qual se inclua, que seja uma "força de combate" não apenas nas palavras.

Estas têm tendência a perder valor se repetidas muitas vezes sem um projecto sustentável. A Dias da Cunha não se pede que se cale mas que aja, que contribua para a solução, que ajude a reerguer o Sporting. O que importa é que evite a morte. Não basta que a diagnostique.

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