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Vitórias morais...
Custa-me escrever este texto. O Benfica fez um jogo muito interessante em Milão e não fosse alguma falta de personalidade da sua equipa e estaria a festejar a presença nos quartos-de-final da Taça UEFA. Não está. Por culpa própria.
A formação de Camacho não soube matar o jogo na primeira parte, em que foi dona e senhora dos acontecimentos e na segunda viu a sua defesa reduzida a escombros, com golos inexplicáveis para quem procura o apuramento. Deixar sozinhos jogadores como Vieri, Recoba e Martins sai caro. Moreira hoje sabe-o bem.
Acaba sem glória um sonho lindo. O Benfica suceder ao FC Porto como detentor da Taça UEFA. E por favor, não me venham com vitórias morais. Os encarnados acabam eliminados por um Inter de segunda, que atravessa uma das mais graves crises competitivas da sua história e que no somatório das duas mãos pouco mostrou. No campeonato italiano está a 27 pontos do líder. Sim, a incompetência da defesa encarnada falou mais alto.
Ainda assim, o Benfica não tem razões para desanimar. Tem a final da Taça de Portugal para discutir com o FC Porto e o campeonato da segunda circular para disputar. Esfuma-se apenas a dimensão europeia que a águia chegou a atingir. Mas ainda é cedo. Esta equipa precisa de maior maturidade e mais calo. Sofrer quatro golos, mesmo em Itália, é pouco abonatório.
À parte o toque de classe dado por Toni, foram curiosos os comentários na TV. Esquecendo a camisola vestida, chamar nulidade a Vieri... é brincadeira.
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Cláudio Saúde04 novembro 2026 - 18:03