Portugal e o Mundo assistiram a um dos episódios mais negros da história do futebol. Um país que se diz civilizado não pode aceitar o que se passou em Alcochete. Um clube como o Sporting, não pode admitir o que aconteceu na sua própria casa. Foram cenas de terror e de barbárie que nenhum ser humano pode tolerar e que merecem profunda censura, repúdio e indignação.

As primeiras palavras devem ser de solidariedade para todos os profissionais do Sporting que viveram um dia de terror. É inimaginável o que passaram, os momentos de horror próprios de um clima de guerra que tiveram de encarar e que nunca, mas nunca, deveriam estar associados ao desporto. Não há palavra de conforto que possa fazê-los esquecer a violência e o medo que enfrentaram. Coragem, é a única que nos ocorre. É capaz de ser curta para a dimensão do sofrimento.

O exército de bandidos que invadiu Alcochete estava de cara coberta. Mas a barbárie tem rosto. E não é apenas aquele dos que cobardemente o escondem mas que todos sabem quem são. Há outros responsáveis que permanentemente instigam ao ódio e à violência sem qualquer respeito pelo próximo, sem nenhum sentido de urbanidade e que insistem em aparecer como vítimas quando estão entre os cculpados.