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A história de uma grande figura do futebol marcada por alguns azedumes

Foi uma grande figura do nosso futebol, quer como jogador, quer como treinador e por fim como dirigente... Mas infelizmente marcado por alguns azedumes e quezílias próprias da sua personalidade como homem. Teria sido necessário chegar a este ponto, de uma saída pela porta pequena de Alvalade?

De seu nome completo Octávio Joaquim Coelho Machado, nascido a 6 de Maio de 1949, na vila portuguesa de Palmela, pertencente ao Distrito de Setúbal, iniciou a sua actividade futebolística na sua juventude, no clube da sua terra, o Palmelense Futebol Clube. Rapidamente deu nas vistas e cedo se notabilizou ao serviço do Vitória Futebol Clube, da cidade do Sado e fundado em 20 de Novembro de 1910. Decorria o ano 1970 e sob o comando do mestre José Maria Pedroto, seu treinador deste "pequeno", garrido e talentoso médio criativo, dinâmico e com um grande pulmão. Defendeu com amor e grande profissionalismo o clube até à época de 1975. Nesse verão ano seguiu rumo à cidade Invicta, para ali representar o FC Porto até à época de 1980, pela mão do mestre José Maria Pedroto, onde chegou a ser campeão nacional. De novo rumou até cidade do Sado onde regressou ao seu Vitória Futebol Clube, onde esteve até de 1983 e ali terminou a carreira como jogador. Representou a Selecção das Quinas por 20 vezes, tendo marcado 2 golos.

Abandonada a carreira como grande jogador, seguiu-se a carreira como treinador e na época de 1983/84 começa por treinar o Sport Comércio e Salgueiros.

Depois, foi treinador adjunto de Artur Jorge no FC Porto, na época de 1984/85, tendo-se mantido nesse cargo de adjunto até 1991/92, tendo acompanhado vários treinadores. O período em que esteve ao serviço do FC Porto é recheado de um grande currículo de títulos: 5 Campeonatos Nacionais, 3 Supertaças Cândido de Oliveira, 2 Taças de Portugal, 1 Taça Intercontinental, 1 Taça dos Campeões Europeus de Clubes e 1 Supertaça Europeia. Deixou o FC Porto e passa a treinar o Sporting CP e logo na primeira época de 1995/96 ganha a Supertaça Cândido de Oliveira. Ainda esteve ao serviço do Sporting CP nas épocas de 1996/97 e 1997/98, inclusive como adjunto de Robert Waseige que veio a substituir. Depois foi dispensado à 8ª jornada. Depois de um interregno regressa ao FC Porto na época de 2001/02, tendo ganho uma Supertaça Cândido de Oliveira, mas acabou por sair após uma série de resultados menos positivos para o conjunto do presidente Pinto da Costa.

Uma enorme referência e orgulho para o técnico Octávio Machado, enquanto técnico do Sporting CP, pois no ano de 1996 foi distinguido com um dos maiores galardões do seu currículo, o Prémio Stromp na categoria de Técnico.

Quer como jogador, quer como treinador adjunto e treinador principal, é uma grande referência do futebol português.

Actualmente, era director geral da SAD (para a área desportiva) do Sporting.

Devido a divergências internas com o presidente Bruno de Carvalho, o ex-director para o futebol dos leões sai em guerra e pela porta pequena. O citado presidente do clube decerto ainda virá, um dia destes, a afirmar com a sua célebre frase, a dar algumas explicações da sua saída.

Vamos a aguardar com devida serenidade. Mas pergunto e deixo no ar esta interrogação: Será que Octávio Machado necessitava de passar por esta situação?

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