Como não ficar deliciado com este 'Rolls Reus'?

Já lhe foram passadas várias multas por ser apanhado pela polícia em excesso de velocidade e, imagine-se!, a conduzir sem carta.

No entanto, não é ‘apenas’ por incorrer nestes atos ilícitos repetidas vezes que este "Rolls Reus" se distingue dos demais.

Nascido na cidade de Dortmund a 31 de Maio de 1989, Marco Reus encontra-se no mesmo patamar restrito de lendas como Franco Baresi, Tony Adams, Roy Keane, Paolo Maldini, Vítor Baía, Ryan Giggs, Paul Scholes, Gary Neville, Raúl González Blanco, Alessandro Del Piero, Carles Puyol, Rogério Ceni, Francesco Totti, Philipp Lahm, Steven Gerrard, Frank Lampard, Xavi, Iker Casillas, Gianluigi Buffon e Andrés Iniesta. Todos eles, ao longo das suas respetivas carreiras, sempre demonstraram que eram movidos pela lealdade ao seu clube do coração e não por uma conta bancária com cifras milionárias.

O atual dorsal 11 do Borussia Dortmund viu Mario Götze, Robert Lewandowski, Mats Hummels, Ilkay Gündogan, Henrikh Mkhitaryan, Ousmane Dembélé e, agora, Pierre-Emerick Aubameyang a ‘abandonarem o barco’. Mas ele, mesmo com uma equipa em claro decréscimo de qualidade de época para época, permaneceu nos ‘auri-negros’. Até hoje.

E, obviamente, não é por não possuir categoria equivalente às individualidades que escolheram outras paragens para prosseguirem os seus trajetos nem por falta de propostas de colossos de maiores dimensões.

É tão e simplesmente pela admirável natureza fiel da sua maneira de ser, como comprova a afirmação que se segue, proferida numa entrevista que concedeu ao jornal inglês, The Mirror, há 4 anos: "O Bayern de Munique nunca me terá!".

Em Outubro do ano passado, também confessou que abdicaria de todo o seu dinheiro para não ter mais lesões e regressar ao auge da sua forma física.

(E, reconheça-se, como é fascinante vê-lo recrear-se pelo relvado do horripilante Signal Iduna Park…)

Os desumanos tormentos de Reus são, precisamente, as constantes lesões de que é alvo.

Neste contexto, situa-se ao nível do holandês Arjen Robben, outro símbolo de topo do futebol contemporâneo que é feito de ‘cristal’.

Este tipo de infortúnios levou, por exemplo, a que Marco não estivesse presente nos 23 eleitos de Joachim Löw que conquistaram o Mundo do Desporto Rei em 2014 no Brasil, bem como contribuíram para a sua ausência do UEFA EURO 2016, disputado em França e ganho, como todos se recordam muitíssimo bem, pelo nosso Portugal.

Nos dias que correm, o futebol está diretamente interligado a uma indústria de absurdas transações comerciais que, num piscar de olhos, movimenta milhões consoante o interesse de determinadas entidades envolvidas neste ramo.

Porém, num absoluto contraste a todo este negócio perverso, Marco Reus deixou-se inspirar pelo Echte Liebe (Amor Verdadeiro), lema da instituição que representa… E isso não tem preço.

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