Diferença de forças

• Foto: EPA

O cômputo geral da eliminatória dos oitavos-de-final da Champions entre o Benfica e o Borussia Dortmund pôs a nu as forças desiguais entre as duas equipas, ou seja, nessa eliminatória ficou bem patente a diferença de qualidade dos dois plantéis. Se é certo que a equipa de Rui Vitória é das mais fortes a nível nacional o mesmo não se poderá dizer a nível europeu, uma vez que, e apesar de ter algum prestígio europeu, as águias não se conseguem bater contra equipas cujo nível é bastante superior ao do Benfica. Basta para isso verificar que nas últimas edições da Champions: o triunfo tem sempre sorrido às melhores equipas europeias, uma vez que equipas como Real Madrid, Barcelona ou Bayern Munique têm arrecadado a maior parte dos troféus da Liga dos Campeões. A grande explicação para isso reside no facto de os plantéis das melhores equipas europeias serem bastante superiores em relação a equipas de segundo plano da Europa, isto porque os colossos do futebol europeu dispõem de mais dinheiro para gastar em grandes jogadores. E a isso acresce ainda o facto de esses jogadores terem uma melhor preparação física, os quais terão um melhor desempenho dentro das quatro linhas, isto porque, como dispõem de mais dinheiro, têm mais capacidade para oferecer melhores condições de treino aos seus jogadores.

A diferença de plantéis, em termos de qualidade futebolística por parte dos seus intérpretes, é, pois, o que determina os êxitos das equipas na competição de clubes de maior prestígio a nível europeu. Equipas como o Benfica podem ter bons jogadores, mas as equipas mais importantes da Europa têm os melhores jogadores do mundo e, quando assim é, será muito difícil equipas como o Benfica lutarem pela conquista da Champions. Enquanto os colossos da Europa continuarem a contratar os melhores jogadores do mundo, muito dificilmente as equipas de segundo plano conseguirão ter um êxito total na Champions. Se é certo que o Benfica venceu a primeira eliminatória diante do Borussia Dortmund por 1-0, na Luz, o certo é que na segunda mão a equipa de Rui Vitória sofreu uma pesada derrota diante dos alemães e deitou por terra o sonho de passar à seguinte fase da prova, se bem que até na primeira mão o Benfica só venceu o jogo por milagre, uma vez que o Borussia Dortmund foi dono e senhor do jogo e criou as melhores oportunidades de golo.

Resta às equipas como o Benfica tentar ganhar as suas competições a nível interno e tentar ganhar a Liga Europa, a outra competição da UEFA a nível de clubes que, embora seja de menos importância, não deixa de ser uma competição também ela com algum prestígio, uma vez que é onde participam as equipas da craveira do Benfica. Fazendo alguma futurologia, sempre se poderá afirmar que, se tivessem calhado equipas como o Sevilha ou o Leicester ao Benfica nos oitavos-de-final da Champions, a equipa de Rui Vitória poderia passar à seguinte fase, mas, mesmo se passasse contra equipas desse valor, muito dificilmente o Benfica se qualificaria para as meias-finais, porque nessa fase da prova, o nível das equipas já é muito considerável. Se o presidente do Benfica quiser ver a sua equipa a regressar de novo à ribalta da Europa terá de pensar em dispor de mais verbas para o treinador poder gastar em grandes jogadores, de modo a que seja capaz de formar uma equipa com capacidade de lutar pela Champions. Caso contrário, é quase impossível o Benfica chegar a uma final da Champions e tentar conquistá-la.

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