O Factor M

• Foto: Hélder Santos

Época 2015-16. Mercado de inverno. Por indicação de José Peseiro, Moussa Marega é contratado pelo FC Porto por um valor superior a 3M €.
Época convulsiva em que o clube termina no 3.º lugar e sem troféus, o maliano é considerado um verdadeiro flop, com aparição em 13 jogos que redundaram num golo e 0 assistências. Reprovado por adeptos e comunicação social, sem espaço na equipa, é emprestado ao Vitória de Guimarães na época 2016-17, onde, apesar de alguns incidentes disciplinares, encontra a redenção, anotando 13 golos e 7 assistências.

Não obstante a assinalável performance, o seu estilo de jogo pouco ortodoxo continuava a ser alvo de desconfiança no início desta temporada, quer pela falange portista, quer pela crítica, dita "especializada".

A sua integração tardia na pré-época, e algumas propostas de aquisição, deixavam antever o desfecho da sua saída no verão. No entanto, além do próprio, alguém determinante nunca deixou de acreditar nas suas capacidades: Sérgio Conceição.

Contra todos as expectativas, o factor M tornou-se decisivo na época do FC Porto.

Jogador de técnica individual pouco primorosa, particularmente no capítulo da recepção do esférico, compensa as lacunas com uma disponibilidade física assombrosa, imbatível poder de choque, resistência ímpar, velocidade estonteante, e, acima de tudo, uma capacidade mental à prova de bala, nunca esmorecendo perante as dificuldades ou os erros cometidos durante o jogo.

Fruto dos seus predicados, garante à equipa a valência de jogar em profundidade, particularmente quando a bola lhe é colocada à distância em contra-ataque, em que o poder do seu arranque atinge a plenitude.
Por outro lado, tais características do seu jogo, "prende" as defesas contrárias, não permitindo aos defensores antagonistas grande veleidade nas subidas no terreno, sob pena de sofrerem consequências com os piques do n.º 11 portista.

Coincidentemente, as duas derrotas no campeonato – com Paços de Ferreira e Belenenses – aconteceram no período em que esteve ausente por lesão, e a vitória mais decisiva, na Luz, no jogo do seu regresso ao onze do dragão.

Uma das mais surpreendentes revelações dos últimos anos no futebol português, Marega encontrou em Conceição o treinador capacitado a dar-lhe a confiança necessária a exponenciar o seu talento e mitigar as suas lacunas. Como avançado ou ala-direito alcançou na presente época o registo de 23 golos e 8 assistências, e sobretudo, uma aura capaz de galvanizar as hostes portistas e sobressaltar qualquer defesa.

Marega: o FACTOR M da época portista!

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