Linha Direta

António Mendes
António Mendes Redação

Aquele evitável tiro no pé!

Apesar de ainda manter acesa a esperança de conquistar o título, esperando por uma escorregadela do Benfica este domingo, em Vila do Conde, o que sucedeu nas últimas semanas no seio da família do FC Porto foi, à vista desarmada, uma verdadeiro tiro nos pés, podendo ter ainda mais consequências a não ser que a rábula do regresso ao relvado do Dragão, no final do jogo com o Aves, tenha sido mesmo o último capítulo, mas que chegou a ter, convenhamos, momentos a roçar o ridículo, começando pelo de ser Herrera, que de facto é o capitão de equipa, a assumir o diálogo com a claque, ele que está, como todos sabemos, com um pé, ou os dois, fora do clube no final da temporada…

Seja como for, quase tudo foi tão mau e tão mal gerido que custa a acreditar não ter tido consequências no plano anímico e na prestação desportiva dos próprios jogadores que ainda têm mais três jogos para provar esta pretensa realidade… ou não!

A verdade é que aquele desastroso final de jogo em Vila do Conde, de onde a equipa trouxe um ponto, abriu uma ferida desnecessária nesta fase de todas as decisões e o que se seguiu não foi melhor, salvando-se a natural vitória sobre o Aves que deixa o Benfica ainda à ‘mão de semear’, até porque os encarnados têm um jogo no domingo à noite que não é pêra doce.

Seria a tal fina ironia do destino, uma frase recorrente deste que nos escreve, o FC Porto ainda ganhar a Liga com aquele ponto conquistado em Vila do Conde (o que ainda é possível), mas já não é ironia a forma como o grupo respondeu à ira dos adeptos, ou das suas principais claques (o que é bem diferente…), primeiro oferecendo algum desprezo, mas logo tratando de procurar repor o conforto entre as partes.

Naquela noite, quase hora depois de terminar o jogo com o Aves, assinou-se uma espécie de ‘paz podre’ ou o tal pacto de não agressão, algo profundamente confirmado quando os jogadores foram também responder ao outro lado do campo, onde está o outro grupo de adeptos organizado.

O futebol, como sempre teima em demonstrar à saciedade, é um despertador constante de paixões e emoções e essas, a maior parte das vezes, chegam do lado irracional do ser humano, como provaram estes momentos descritos, fosse em Vila do Conde ou no Dragão.

O problema aqui e visto meramente na perspetiva dos dragões é não ter havido ninguém com responsabilidade, do alto da sua sabedoria, que tenha aconselhado a que as posições (dos dois lados) não caíssem no tom do ridículo por serem exacerbadas numa fase em que a equipa só devia ter serenidade à sua volta.

PS: Quando o que parece impossível no futebol acontece! A final da Champions de Madrid, no dia 1 de junho, há uma semana era Barcelona-Ajax e com quase 95% das apostas nesse sentido. E agora qual é? Qual é mesmo?

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