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António Mendes
António Mendes Redação

O dilema do Dragão no mercado de janeiro

O que Sérgio Conceição conseguiu até agora no FC Porto foi fazer muito com pouco, garantindo com mestria o primeiro grande objetivo da época que passava claramente pelo apuramento para os oitavos-de-final da milionária Champions, somando o máximo de milhões de euros que fosse possível.

Foram exatamente 23,7 milhões de euros, número importante agora para o que resta da temporada. É que apesar das limitações impostas pela UEFA ao abrigo do fair play financeiro, a SAD garantiu também aqui algum desafogo, o que vai permitir o reforço do grupo que o treinador já admitiu ser essencial para poder lutar em quatro frentes de batalha.

Aí está então o novo desafio que se lança à gestão de malha apertada dos dragões, que não podem cair na esparrela de anos anteriores em que o reforço de inverno foi pouco mais do que nulo no sentido da produtividade prática no relvado, cheirando muitas vezes a feira de oportunidades para servir outros interesses e não bons negócios de ocasião. Soares foi aqui a grande exceção à regra…

Neste momento, a realidade é que o FC Porto está forte e recomenda-se, assumindo-se como grande candidato ao título e sem deixar de dar importância às taças internas, mas o grupo está tão coeso e determinado que qualquer corpo estranho que seja introduzido, se não for bem justificado e enquadrado, pode fazer mossa no poder instituído de uma luta saudável, quase sempre a dois em cada posição, por um lugar ao sol na equipa.

A questão, enfim, está entre ter muito mais opções, mas pouco alargadas em qualidade, ou ter praticamente as mesmas já com as garantias dadas na primeira metade da época. É este o grande desafio do Dragão na gestão do sempre imprevisível mercado de janeiro, mas que pode ter influência para as grandes decisões da temporada entre abril e maio de 2018.
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