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Miguel Amaro
Miguel Amaro Redação

Santos tem a melhor geração de sempre

Portugal empatou no arranque do apuramento para o Euro 2020 e os pessimistas lançaram o tradicional alarme, como se fosse tradição a Seleção Nacional começar bem os apuramentos ou como se o adversário tivesse sido San Marino ou outra seleção do género. 

No nulo caseiro com a Ucrânia o engenheiro podia ter sido mais ousado. Sim, podia, mas ousadia nunca foi o seu forte, foi sempre mais comedido, cauteloso, mas isso não o impediu de levar Portugal ao seu único título de seniores. 

Fernando Santos tem hoje ao dispor a que será, provavelmente, a melhor geração do futebol português. Em 66 tivemos Eusébio e mais meia-dúzia de craques a fazer um brilharete. Nos anos 80 faltou à magia de Chalana, Jordão e companhia a experiência internacional. Futre teve o azar de fazer carreira entre os grupos de 84-86 e o renascido Portugal dos anos 90 mas nem essa, a apelidada Geração de Ouro, tinha tantas soluções, nem soluções nem um treinador como o engenheiro. Os últimos resistentes dessa geração, juntamente com Deco, Pauleta e outras estrelas conseguiram chegar à final em 2004 mas perderam, talvez Fernando Santos tivesse sido capaz de não perder com a Grécia duas vezes na mesma fase final.

Portugal foi campeão europeu em 2016 mas o grupo escolhido para jogar em França não tinha tantas soluções como existem agora. Faltam Quaresma (talvez o melhor 12º homem de sempre num Euro) e Nani mas ainda temos Ronaldo que, pela ambição insaciável, acredito  que não disputará só o Euro 2020 e estará, em 2022, no seu 5º Mundial, igualando o recorde de presenças e podendo ser o primeiro a marcar em cinco Mundiais.

Nas últimas épocas surgiram os craques que faltavam para me levar a defender esta teoria. Basta ver o exemplo dos centrais, o lugar mais problemático devido à idade avançada dos campeões europeus. Rúben Dias já está a titular e com a evolução natural de Ferro e Diogo Leite, esse problema deixará de existir. Na direita da defesa, por exemplo, Santos pode dar-se ao luxo de deixar fora da convocatória Cedric, Dalot e até Ricardo Pereira pode fazer o lugar. 

No centro do meio-campo jogaram William, Rúben Neves e Moutinho. Se não fossem estes, podiam jogar Danilo, Renato Sanches, André Gomes, João Mário ou Adrien acompanhados por Pizzi ou Bruno Fernandes. Que outras seleções, excetuando as tradicionais grandes, Alemanha, França e Espanha (e nem vale a pena comparar o tamanho dos países), deixariam fora de um onze estes nomes? E vamos ver se Florentino e Gedson confirmam o que se espera deles.

Na frente, vamos ter André Silva para muitos anos e será ele, se tudo correr normalmente, o próximo a ultrapassar Pauleta como segundo melhor marcador. Gonçalo Guedes, Rafa, Bruma, Diogo Jota e Gelson ainda vão jogar muitas épocas. A estes vão juntar-se os miúdos Félix e Jota.

Este lote tem tudo para ser a melhor geração de sempre e, felizmente, é Fernando Santos o selecionador. Como adepto da nossa Seleção, não me preocupa nada o empate com a Ucrânia.

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