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Vítor Almeida Gonçalves Redação

Sporting em reconstrução

A nova época no Sporting tarda em começar. O que aconteceu desde 13 de maio foi traumatizante, os muitos discursos sobre o futuro pouco contribuem para que os adeptos recuperem a confiança e é praticamente impossível andar para a frente, quando as máquinas de campanha pensam em votos antes de pensarem no clube.

O Sporting não é um projeto adiado ou parado, mas é seguramente um clube à espera de reencontrar a sua personalidade, ao dia de hoje presa entre a mágoa de um presidente que foi destituído mas não aceita a decisão e sete candidatos que falam a sete vozes sobre sete destinos comuns.

Em tudo o que aconteceu nos últimos três meses, a reação que continuo a guardar como mais genuína é a de Manuel Fernandes, no dia em que chorou na televisão, em desespero pela situação a que via o Sporting chegar. Hoje, já não há lágrimas mas a angústia está toda lá, a cada nova providência cautelar, a cada processo, a cada golpe de teatro. Até quando?

Os sportinguistas estão cansados de polémicas e já pouco importa de que lado está a razão, se é o clube que sai sempre a perder. Quem gosta realmente do Sporting, quer seguir em frente; quer poder ir ao estádio, ver jogos, falar de jogadores, de jogadas, de golos, de reforços, do treinador. Não há Jesus mas há Peseiro. Não há Gelson mas há Jovane. Patrício e William saíram, mas Bruno Fernandes e Bas Dost voltaram; Battaglia também. Com duas vitórias na Liga e contratações a chegar, continua a falar-se pouco de futebol. O dérbi pode ajudar mas só a partir de 8 de setembro é que será possível começar a arrumar a casa.
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