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Linha Direta

António Mendes
António Mendes Redação

Uma estátua para Sousa Cintra

Se Sousa Cintra conseguir devolver a estabilidade desportiva e financeira ao Sporting no espaço de pouco mais de dois meses já merece uma estátua.

Pelo que se viu nos últimos dias, o caminho é esse, mas é também ainda longo e difícil de desbravar, nomeadamente na tentativa de chegar a acordo para encaixar ainda muitos milhões de euros com os jogadores que rescindiram.

Só há algo que o novamente líder do Sporting não devia, sequer, equacionar e, pelos vistos, já o fez: abrir negociações para permitir o regresso de algum dos nove ao plantel. Isso abrirá uma ferida que pode não mais ser sarada e influenciar negativamente o novo grupo que se forma.

Por agora, a ideia da construção de uma equipa competitiva ainda não passou disso mesmo e, pelo que se tem visto na formação dos grupos, o Sporting parece ter muito mais que preocupar-se com Sp. Braga e V. Guimarães, rivais do Minho que acrescentam mais qualidade aos seus recursos humanos, do que na questão dos históricos três grandes.

Na luta com FC Porto e Benfica parece consensual e até normal que o leão parte nitidamente atrás, mas o contrário, depois de tudo o que aconteceu, seria um milagre que nem a capacidade negocial de Sousa Cintra conseguirá contrariar.

Entretanto, os candidatos aparecem e começa um novo problema: já são demais!

Para voltar a unir um Sporting que se auto-mutilou nos últimos tempos, é fundamental um debate sério e honesto, mas convém que os candidatos não sejam mais do que as mães.

Isto já chegou a um ponto que o lema mudou: por cada candidato que se apresenta, outro se apresentará...
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