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Ainda se lembra de Wendell Lira? Aquele jogador brasileiro, dos escalões secundários, que em 2015 foi até à Gala da FIFA conquistar o Prémio Puskas para melhor golo do ano. E que arrecadou 46.7 por cento dos votos e relegou o mago Lionel Messi para 2.º lugar, com apenas 33.3 por cento das escolhas.
Caso não saiba, Wendell Lira, que na altura tinha 27 anos, recebeu o prémio na cerimónia em Zurique e nos bastidores do grande evento do organismo máximo do futebol mundial, foi convidado a jogar com o campeão do mundo de FIFA, que também tinha ido receber o prémio de melhor jogador virtual.
Lira aceitou o convite e destruiu o adversário, com um 6-1 que até causou algum desconforto entre os presentes. E nesse momento entendeu que nada ia ser igual...
Regressou ao Goianesa, clube que representava na altura, fez as malas (com o Prémio Puskas lá dentro) e retirou-se do futebol. Porquê? Porque depois de vencer o campeão mundial de FIFA, entendeu que podia ser feliz no futebol virtual. E assim foi…
"Sempre sonhei em ganhar a vida como jogador de videojogos, mas nunca imaginei que isso pudesse ser verdade. Mas aconteceu", revela em entrevista à BBC.
Na altura, ganhava perto de 500 euros como jogador profissional, mas as coisas mudaram...
"As pessoas pensam que por ter vencido o Prémio Puskas tinha um salário milionário. Mas isso nunca aconteceu. Foi por isso que quando me contactaram de uma agência, devido à minha vitória ao campeão do mundo de FIFA, nem pensei duas vezes", assegura.
Agora faz vídeos de FIFA para o YouTube, onde já tem 300 mil seguidores e, desta forma, consegue amealhar muito mais do que 500 euros todos os meses. O próximo objectivo já está traçado: "Quero ser campeão mundial de FIFA. Vamos ver se ainda consigo cumprir esse sonho."