Watch Dogs 2: Saga renascida

Foto: DR RECORD
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1/3

Passado numa bem conseguida recriação da cidade de São Francisco, Watch Dogs 2 tem nesta cidade um bom open world

Quando Watch Dogs foi lançado as críticas negativas foram quase globais. O jogo não oferecia o que prometera apesar de não ser um mau jogo. O problema estava na expectativa que a Ubisoft criara com vários trailers que mostravam gráficos que o jogo depois não alcançou. Agora a Ubisoft volta com o mesmo conceito e espera recuperar os fãs que perdeu. Será possível?

Passado numa bem conseguida recriação da cidade de São Francisco, Watch Dogs 2 tem nesta cidade um bom open world, com pontos fortes e alguns mais fracos. Sendo este open world tão importante para o jogo, devemos destacar os seus pontos mais importantes. Como ponto mais fraco temos a sua falta de vida em algumas zonas. É verdade que temos sempre carros e pessoas pelas ruas, mas para uma cidade tão grande, falta movimento e vida, falta pelo menos algum trânsito. Claro que a falta de trânsito ajuda quando queremos fugir de carro a ata velocidade, mas por vezes perde-se um pouco de realismo. Na parte positiva temos uma cidade com cenários bastante variados, e que mesmo não se comparando a GTA, consegue ganhar o seu espaço como um jogo de boa qualidade neste sector.

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No entanto, este open world não serviria de muito se não o conseguíssemos usar, e é aqui que Watch Dogs 2 ultrapassa largamente o seu antecessor. Tanto as missões do enredo, como as secundárias, têm várias formas de serem executadas. O mundo permite-nos uma boa liberdade de escolha sobre o que fazer graças a uma boa construção de cenários com os quais podemos interagir. O que também muito contribui é o bom conjunto de gadgets que podemos usar para nos facilitar as missões.

No global, Watch Dogs 2 é um jogo que consegue manter um bom equilíbrio entre momentos de acção frenética e outros de stealth. Uns jogadores terão tendência para avançar à força da bala, outros podem preferir evitar essas situações, mas o jogo consegue, de forma eficaz, demonstrar ao jogador que é mais fácil avançar se evitarmos o confronto. Enfrentar um grande grupo de polícias não é nada fácil e torna-se preferível planear um bom plano de fuga e executá-lo.

Olhando para o enredo, o jogo consegue criar uma boa imagem de uma cidade perfeita e depois aniquila essa imagem com uma interessante crítica social que é a base da violência que iremos assistir. O jogo sujo de poderes, nos mais variados sectores da sociedade, são aqui explorados, mesmo que de forma indirecta em alguns caos. O conceito de um grupo de hackers que conseguem fazer algo incrível com smartphones e gadgets já foi usado e aqui está bem encaixado no enredo, todavia, o ponto mais negativo é a forma como o enredo se mistura com o que vamos fazer. A personalidade do nosso personagem principal está criada com o objectivo de nos mostrar alguém que luta contra um sistema, contra uma desigualdade, e criamos uma ligação com ele, mesmo tendo em conta que poderemos desaprovar algumas decisões. Mas, o problema é estarmos perante um enredo que não pesa o que nos permite fazer, ao ponto de acabarmos uma missão em que matámos várias pessoas, e não existir impacto no nosso personagem, levando a que a violência não se enquadre na personagem que estamos a controlar. Claro que muitos jogos sofrem deste mal quando nos oferecem grande liberdade, mas seria bom vermos algumas limitações ou um enredo que fosse capaz de se adaptar em alguns casos. Com isto o enredo perde coerência apesar de ser bastante divertido.

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Visualmente é um bom jogo, mas sem atingir o topo. Boas cores e texturas, mas sem o realismo gráfico de outros jogos. Apesar de não ser um portento, devemos destacar o enorme conjunto de detalhes que a cidade apresenta e a boa sensação de escala que a cidade e horizonte nos oferecem.

Na jogabilidade este é um jogo de altos e baixos. O controlo do nosso personagem é bom, bastante intuitivo, mas o mesmo não se pode dizer quando controlamos carros. Por vezes é complicado controlar um veículo. A acção é boa, mas aqui falha o sistema de cobertura, com o jogo muitas vezes a não perceber quando nos queremos proteger. A inteligência artificial varia entre a mediana e a muito boa, existindo momentos em que me surpreendeu e me obrigou a um segundo plano.

Por fim, nota positiva para os puzzles durante o enredo principal e para o multiplayer para os que preferirem o online.

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Após acabar o jogo é óbvio que Watch Dogs 2 melhora em tudo em relação ao seu antecessor. Ainda tem falhas e não é um jogo perfeito, mas consegue aproveitar bem a sua base e tornar-se num jogo de vastas possibilidades e boas horas de diversão. Vale a pena experimentar! [análise vídeo aqui]

Grafismo:4

História: 3,5

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Som: 4

Jogabilidade: 4

NOTA FINAL: 4

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Por Luís Pinto
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