Dishonored 2: Morte silenciosa
O regresso a um universo sombrio
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Dishonored foi uma das melhores surpresas da última geração de consolas e elevou a expectativa para este novo jogo. Mas num ano com tantos jogos, será que Dishonored 2 consegue destacar-se?
O enredo passa-se 15 anos após o jogo anterior e terem jogado o primeiro Dishonored, apesar de melhorar a experiência, não é fundamental. O estilo é o mesmo: um jogo de acção mas onde a estratégia stealth (evitar combates e matar inimigos silenciosamente) é privilegiada. Podem usar a abordagem que quiserem, mas será na abordagem stealth que o jogo se transforma numa excelente experiência. Com uma boa variedade de armas e poderes mágicos, o nosso personagem irá evoluir e avançar por um enredo sombrio num universo único e bastante original.
Graficamente este é um bom jogo, sem quebras, com bons efeitos de luz e sombras que criam ambiente e com um design de topo. Em termos sonoros, destaque para o bom trabalho de vozes e para uma banda sonora que ajuda a aumentar o ambiente sombrio que o grafismo cria.
Com Emily ou Corvo?
A história tem como ponto de partida uma escolha nossa, pois iremos decidir que personagem iremos usar em todo o jogo (Emily ou Corvo) e a nossa escolha irá condicionar a nossa forma de jogar, pois apesar de nenhuma personagem ser mais forte do que a outra, os seus poderes são bastante diferentes, levando-nos a abordagens distintas.
A cidade está muito bem criada, cheia de vida, com muito para se descobrir e criada com o claro objectivo de ajudar ao uso dos nossos poderes. Existem segredos a cada esquina e missões secundárias que ajudam a aumentar a longevidade do jogo sem o tornar repetitivo, com a exploração dos cenários a ser fundamental, não só para o nosso aperfeiçoamento dos poderes, mas também para conhecermos melhor a história, que se torna mais coerente com muitos detalhes que só serão desvendados se os encontrarmos. No entanto, o enredo, que é bom, também é o ponto mais fraco do jogo, com alguns momentos previsíveis e sem muitos momentos memoráveis que sejam criados pena história.
Por outro lado o ponto mais alto é a jogabilidade, não só pela sua diversidade, mas por tudo o que permite fazer e pelo facto de termos tanta liberdade de acção para conseguirmos jogar este jogo várias vezes e executarmos sempre as missões de forma diferente. A jogabilidade é intuitiva e inteligente, sendo apenas pena que o jogo se torne mais fácil aos poucos, com a nossa personagem a evoluir mais do que a dificuldade do jogo na fase final.
Resumidamente, Dishonored 2 consegue ser em tudo melhor do que o anterior. É um daqueles jogos que iremos voltar a jogar, e toda a experiência será diferente. A liberdade que temos é de aplaudir e o ambiente está muito bem conseguido. É, claramente, um dos jogos do ano.