Fallen é para a família Malicious
O bem contra o mal está de volta
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Malicious Fallen é o mais recente capítulo da saga lançada em 2010 para a PlayStation 3 e PS Vita. Desta vez o jogo da Alvion apostou na PS4 com mais dois capítulos da história e o Record Gaming testou-o à lupa.
O jogo consiste, à semelhança das prequelas, em derrotar uma força maligna chamada… Malicious. Não chegavam lá, pois não? Ora, para isso, contamos com um personagem (Spirit Vessel) que emana poderes especiais contra os inimigos. A receita é simples e, tal como na cozinha da avó, é mais ou menos a olho: o segredo está em carregar repetidamente no Quadrado do nosso DualShock até que os outros seres não te incomodem mais.
Vá, sejamos sérios. A saga Malicious tem toda uma história por detrás dos seus jogos, mas a forma como nos é transmitida – pelo menos em Malicious Fallen – é tudo menos apeladora. Basicamente, podemos saber a história apenas... se a lermos em páginas de texto acessíveis a partir do menu inicial. Chato.
Malicious Fallen decorre em diferentes cenários, todos eles restritos a uma área mais ou menos pequena. Neles há um super boss no meio e dezenas de adversários à volta. Não adianta atacarmos o boss antes de dizimarmos uns quantos dos seus súbditos, pois só assim ganhamos poder suficiente para infligir dano digno desse nome ao chefão.
A longevidade de Malicious Fallen é relativamente curta, mas o facto de ser tão difícil habituarmo-nos aos controlos pode atrasar o nosso progresso. Quanto ao som, nada de muito relevante a apontar. Cumpre.
Falta falar dos gráficos: Malicious Fallen não é um portento. Estamos habituados à PS4 e convém não esquecer que a raiz deste título assenta na antiga menina bonita da Sony, portanto é natural que se espere mais. Ainda assim há pontos positivos a destacar no que vemos no ecrã: os gráficos deste Malicious foram feitos para correr na perfeição. Simples e eficazes, sem breaks chatos ou complicações que levam àqueles bugs que vão parar ao YouTube. Há ainda que destacar o facto de o jogo estar preparado para a PS4 Pro, com – é-nos prometido – uma melhoria visível.
A conclusão: quem já conhecia Malicious tem aqui uma oportunidade de reviver os capítulos anteriores e estendê-los na sua nova consola, por um preço mais apelativo do que a grande maioria dos jogos atuais. Ao contrário, um jogador que nunca tenha tido contacto com esta saga vai ter alguma dificuldade em apaixonar-se por ela. É que a falta de raízes compensa-se com gráficos portentosos, jogabilidades inovadoras e desafios aliciantes. E notámos uma certa ausência destes três fatores no jogo.
Enredo: 2
Gráficos: 3
Jogabilidade: 2,5
Som: 3
NOTA FINAL: 3