Mafia 3: Armas e drogas com fartura

Uma das sagas mais amadas no seu género está de volta

Passado num interessante mundo aberto, Mafia 3 é graficamente um bom jogo, que nunca consegue atingir o topo, mas que não falha em oferecer um bom ambiente e intensidade dos momentos de maior ação. O mundo é grande e bastante variado, não existindo uma sensação de repetição pelas ruas da sua enorme cidade que apresenta um bom design que lhe dá uma identidade única.

É pena, para um mundo com bastante detalhe, não existir assim tanto para se fazer fora da história, o que fere o conceito de mundo aberto. No entanto, é na história principal que iremos estar focados, e esse é o trunfo do jogo. A narrativa está bem montada e o enredo bem conseguido, com boas personagens, diálogos inteligentes e poucos momentos forçados.

A crítica social e política está presente de forma acutilante em alguns momentos, mas sem nunca aparecer fora do contexto. Com isto o jogo torna-se ainda mais maduro e com várias questões morais e algumas decisões complicadas que iremos tomar e que terão resultados coerentes. A isto junta-se uma jogabilidade focada na ação mas também na forma como iremos traficar influências, pedir ou oferecer favores e cobrar no momento certo. Tudo isto envolto num bom ambiente de uma América ferida pela guerra do Vietnam e num excelente trabalho de vozes.

Infelizmente os bons momentos de ação ficam manchados por missões muito parecidas e por uma inteligência artificial em que os nossos inimigos não demonstram instinto de sobrevivência.

Mafia 3 é um jogo de altos e baixos. O excelente trabalho de vozes e o bom enredo chocam com missões repetitivas e pouco para se fazer num vasto mundo aberto. É um bom jogo, mas que poderia ter sido melhor. Se são fãs do género e dão valor à história, então vale a pena jogar.

Por Luís Pinto
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