FIFA 17: Quando se ultrapassam os limites...

A opinião do editor João Seixas

Seguir Autor:

Adicione como fonte preferencial no Google

Jogar online é como sair à rua – nunca sabemos o que vamos encontrar. Podemos deparar-nos com gente interessante e com a qual até acabamos por ter uma empatia ou então encontrar perfeitos anormais que apenas se preocupam em complicar a vida dos outros.

Há alguns dias que tinha vontade de escrever sobre este tema, porque nas minhas incursões em épocas cooperativas de FIFA 17 [cada utilizador assume um jogador da equipa], as passagens pela sala de espera são verdadeiros momentos de reflexão, tal a quantidade de imbecis que por lá andam.

Seja a horda de franceses, especialmente de origem argelina, que insistem em utilizar uma plataforma de videojogos para fazer manifestações políticas e até raciais, seja os norte-americanos que se julgam donos do mundo e pioneiros do soccer.

Cada um faz o que bem entende, é certo, mas quando temos auscultadores e sabemos que estamos a ouvir e a ser ouvidos por todos, parece-me que existem limites que não devem ser ultrapassados.

Todos já largámos uma asneira perversa e todos nós já discutimos nestas partidas de futebol virtual. Ou porque não nos passaram a bola, ou porque não entenderam a nossa jogada. Faz parte do desporto-rei e, logo, faz parte de um simulador de desporto-rei.

Mas quando a discussão se alarga, quando se tocam em temas delicados como o terrorismo e até a pedofilia, convém que quem gere estes espaços tenha também atenção de os monitorizar. Não chega largar os utilizadores nos servidores e ao final do mês sacar o dinheiro resultante do sucesso destas plataformas. Convém que se evitem casos que deixam toda a comunidade mal vista.

Perguntar-se-ão o que me leva a ter este tom tão sério num tema que aparentemente é pouco relevante. Eu explico…

Uma destas noites fui confrontado com um verdadeiro bully encartado. Um artista de Londres que disparava impropérios para todos os lados, deixando incomodados muitos dos presentes. Inicialmente o objectivo deste rapaz era saber quem era homem suficiente para lhe responder, porque era muito mau e destruiria tudo à sua passagem, etc e tal. Mas rapidamente escalou para conversas sem jeito, irremediavelmente ordinárias e que abordavam coisas que em 35 anos de vida nunca ouvi. Admito que sou um rigoroso defensor dos mais novos, na vida, no trabalho e nos jogos. É um traço de carácter. E por isso comecei a ferver por dentro. Muito mesmo. Tentei a abordagem saudável, o chamar à razão, o vencer o ódio com amor… Nada funcionou…

E como estava a ter a atenção que queria, o meu adversário da noite começou a carregar mais forte, enquanto metade dos presentes abandonava o jogo ou tentava juntar-se à minha guerra, sem sucesso.

Até que, em resposta a um simpático miúdo de 14 anos também de Londres, que o advertiu que estava a dar má imagem aos ingleses com tanto disparate, o desgraçado utilizou a bomba nuclear dos insultos. E acreditem que não estou a referir-me a "filho desta" ou "vai ali fazer isto". O homem já estava num patamar que nunca reproduzirei, até porque tenho vergonha daquilo que ouvi.

E então decidi perder a minha noite de jogo e passar o resto do tempo que tinha a bani-lo do servidor. E consegui. O nosso irritante parvalhão de Londres não vai regressar tão cedo aos servidores de FIFA 17 e, espero, entenderá que há coisas que não se podem fazer, mesmo quando estamos metidos no mundo virtual.

Serve esta história para realçar dois pontos determinantes. Em primeiro lugar, por muita raiva contida que tenham na vossa vida, não a vão despejar num local que deve ser de companheirismo e partilha, afinal é apenas um jogo de futebol. Em segundo lugar, não se estiquem nos impropérios e nas manhas nestas partidas online, porque pode andar por lá um vigilante atento que vos fará pagar o preço certo pelo vosso pecado.

Segue o Record Gaming no Facebook - https://www.facebook.com/RecordGamingPT   

Envia as tuas questões para – joaoseixas@record.pt

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Premium ver exemplo

Ultimas de Record Gaming

Notícias
Notícias Mais Vistas