Infinito no Man’s Sky

O objetivo é chegarmos ao centro da galáxia, mas o mote acaba por ser a exploração de outros planetas e a procura de recursos

No Man’s Sky é um jogo tão vasto que nem o conseguimos descrever por palavras. Se os milhares de jogadores de todo o Mundo descobrissem um planeta novo por segundo, seriam precisos milhões de anos até tudo ter sido descoberto. Como é que tal é possível? Com um poderoso algoritmo, o jogo combina no momento as possibilidades para criar a flora e fauna de cada planeta. O resultado é o vislumbre da imensidão que é a nossa realidade. Devido ao algoritmo, algumas criações são bizarras, outras deslumbrantes. Aquilo que o universo pode oferecer está aqui, ao nosso alcance.

Exploração

Sendo um jogo que tem como objetivo chegarmos ao centro da galáxia, a verdade é que o mote está na exploração. Teremos de visitar novos planetas, procurar recursos, estudar o que nos rodeia e sobreviver. Pelo meio muitos combates, que apesar de serem algo secundários, são bastante frequentes e atrativos, mesmo demonstrando algumas falhas de jogabilidade.

Com boas formas de evoluirmos as nossas armas e naves, os menus pecam por não serem muito intuitivos, mas não é algo que manche esta vasta experiência. A narrativa é simples e falta interação com as personagens controlados pelo jogo, mas o ambiente é sempre poderoso. Com estas falhas o enredo parece algo pequeno por comparação ao que o jogo oferece, mas lentamente percebemos a esmagadora mensagem filosófica do título da Hello Games: questionar, sem palavras, a origem da vida, a razão da mesma, o que o universo ainda não nos mostrou e qual será o nosso papel em tudo o que nos rodeia e que a vista não alcança.

Graficamente não é um portento, mas tendo em conta estarmos perante tal imensidão de cenários e que são recriados no momento, então o resultado é muito bom. Por fim, destaque para uma banda sonora de topo e que está entre as melhores do ano.

Globalmente ‘No Man’s Sky’ é um título único e que pode mudar para sempre a forma como interagimos com os videojogos. Não está entre os melhores do ano, principalmente por se tornar repetitivo ao fim de umas dezenas de horas, mas é o mais revolucionário pela forma como pode influenciar a programação de outros títulos. Se o nosso universo vos fascina, então esta viagem vale a pena e irá deslumbrar-vos.

Por Luís Pinto
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