Lisboa Games Week: 'joliveira10' diz presente na 6ª edição

À conversa com a grande figura do universo FIFA

João Oliveira, ou ‘joliveira10’ no universo do Gaming, é um verdadeiro craque de FIFA 20 e alguém que sabe do que fala quando o tema são os eSports. Estivemos à conversa com ele em mais uma edição da Lisboa Games Week.

Lisboa Games Week

"O LGW está um evento de muita qualidade, tem muita diversidade no que diz respeito àquilo que os gamers em geral procuram. Por vezes há uma diferença entre o eSports e o gaming e o LGW está virado, em geral, para o gaming. Os eSports, que é mais o gaming de competição, estava na onda como se viu no torneio de CS no sábado, que se provou ter sido um sucesso, muito bem organizado, com equipas estrangeiras. Acho estes eventos importantíssimos para o crescimento do gaming e do eSports em Portugal"

Evolução cada vez mais maior

"Hoje em dia há cada vez mais jovens a querer entrar no fenómeno dos eSports pelo simples facto de hoje em dia ser aquilo que os miúdos, como antes existia a questão de todos quererem ser jogadores de futebol, mas agora toda a gente está ligado à internet, tem uma consola, joga desde mais novo e cada vez mais estão a aparecer os ídolos da Internet, os ídolos dos jogos, os melhores jogadores de FIFA, de CS, de LOL e chegámos ao fim. Os miúdos mais novos querem ser como esses jogadores. Está-se a criar uma ideia generalizada nos mais jovens que é possível ter uma carreira nos eSports, a partir do momento que exista talento, trabalho, dedicação, persistência... As coisas também não caem do céu. Não é só querer ser um atleta de eSports, tem de se ter capacidades para isso mesmo"

Profissionalismo 

"Em relação ao profissionalismo, há falta dele. Depende muito da pesquisa que existe, em Portugal existem inúmeros jogadores profissionais apenas de eSports. Há jogadores no FIFA, no CS, que não estão por dentro do meio do LOL, mas no meu meio do FIFA há jogadores que apenas vivem do FIFA e vivem com excelentes condições, muito acima da média. Porque são profissionais de uma área onde muito poucos são profissionais, ou seja, obviamente tem de ser muito bem pago. Acho que não existe as dificuldades para as famílias e para os pais desses atletas de entenderem o estilo de vida dos seus filhos pelo simples facto de entenderem o dinheiro que está envolvido, os prémios, as possibilidades de vida de cada jogador profissional de eSports, e estamos a falar daqueles que são realmente profissionais... Há uma grande diferença entre alguém que só porque é bom no jogo se autoproclama profissional e que joga umas horas por dia e aquele que é completamente profissional e viver apenas disto e ter rendimentos que façam com que olhemos para tudo o resto e pensemos 'não existem melhores condições do que estas e este é o rumo que quero para a minha vida'. As famílias aceitam isto com a maior das naturalidades"

Maiores desafios atuais

"O desafio, hoje em dia, nao é convencer as nossas famílias do sucesso e o futuro disto, isso está mais do que provado. Quem está próximo de nós conhece as condições que temos. O grande desafio é mostrar às pessoas no geral que estão fora do mundo dos eSports aquilo que são os eSports, o que eles trazem, as condições que existem hoje em dia. Eu podia falar de números que existem nos eSports que se calhar dissesse a uma pessoa comum que não teria qualquer noção dos números que estão envolvidos, se calhar até criaria um choque nas pessoas"

Quando os 'miúdos' querem ser profissionais...

"Podemos imaginar um cenário de um miúdo de 16, 17 anos, que chega à beira dos pais e diz 'quero ser um jogador, tenho talento, capacidade e quero ser jogador profissional de FIFA, CS ou Fortnite', por exemplo. Os pais podem dizer obviamente naquele momento 'mas isso não é saudável para ti, em termos de dinheiro não vai ser rentável'. E a partir desse momento o miúdo pode sempre dizer 'atenção, que eu vou ganhar 3, 4, 5, 6 mil euros por mês. E nem estamos a falar de profissionais de topo, se falar de profissionais desses estamos a atirar para 20 a 40 mil euros, até mais, por mês. Portanto estamos a falar na base e aí não acredito que haja pais que olhem para números desses e digam 'ah, ok'. É esse o momento que percebem que não é uma brincadeira, é quando se começam a assinar contratos é que se começa a perceber os ganhos por trás disto e as famílias começam a entender tudo à volta'

Por Francisco Laranjeira
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