O (V)rock imperou num festival chamado Prémios PlayStation
Record Gaming esteve lá...
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Normalmente compramos bilhetes para os grandes nomes da música, mas admitamos que alguns de nós já garantiram entradas para algo sem saber quem vai ser o artista principal. Assim foi na quinta-feira, no Ministerium Club, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
Os Prémios PlayStation eram o nosso festival e respetivos os festivaleiros estavam reunidos à porta. Como se fosse uma espécie de premonição, a maior parte vinha de preto e alguns arriscavam num ou outro rabo de cavalo. Haveria lugar a headbanging lá dentro?
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Record Gaming foi um dos primeiros a entrar, apesar de não sermos daqueles que correm aos gritos para a grade da frente. Em vez disso, subimos as escadas para ver a habitual parafernália existente num festival. Desta vez, a música era – literalmente – outra. Em vez de marcas e brindes publicitários, tínhamos jogos para experimentar à nossa frente. Por entre um Martini Bianco e uma bruschetta de salmão, a ansiedade crescia. Sim, claro que queríamos ver todas as atuações da tarde/noite, mas o grande motivo para estarmos ali ficaria lá mais para o final.
Hora de nova banda, sem intervalo entre elas. Com os microfones entregues a Sandra Páscoa, PR Manager da PlayStation Iberia, e Roberto Yeste, Responsável de Desenvolvimento Local da PlayStation Iberia, o shooter Shutix levou para casa o Prémio Imprensa de forma descontraída, arrancando sinceros aplausos dos espectadores, à boa maneira de Bon Jovi, que conquista qualquer um. Always.
O nome seguinte veio de Coimbra, mais propriamente da Universidade local. Ana Amélia Carvalho agarrou a plateia com um tom simpático e de proximidade, e acabou por servir numa bandeja colorida – à imagem do jogo – o divertido An Aztec Tale como vencedor do Prémio de Melhor Jogo Infantil. Haveria melhor banda sonora para este momento do que Sweet Child O’Mine?
Festa que é festa tem de ter clássicos. E foi isso mesmo que aconteceu quando o estúdio Fun Punch Games subiu ao palco. Os responsáveis por Strikers Edge, a estrela maior da primeira edição dos Prémios PlayStation, chamaram ao palco a equipa de Gateway no momento de premiar a Melhor Utilização de Plataformas PlayStation. Juntos, recolheram as saudações do público presente, num aplauso em uníssono que fez lembrar a We Will Rock You.
Ora, depois dos clássicos, foi a vez dos mais recentes. O galardão de Jogo Mais Inovador saltou das mãos da ‘tubarã’ do Shark Tank Isabel Neves, presidente do Business Angels Club de Lisboa, e foi parar diretamente aos produtores de VRock. A Game Studio 78 mal sabia que haveria de subir ao palco uma segunda vez. Afinal, como dizem os Queens of The Stone Age, No One Knows.
Chegou, por fim, o grande momento. A plateia vibrou logo com a subida ao palco dos anfitriões Liliana Laporte, Diretora Geral da PlayStation Iberia, e Jorge Huguet, Diretor de Marketing da PlayStation Iberia. O discurso, numa espécie de rock progressivo, saudou todos os participantes na festa. Foi anunciada a realização da terceira edição do festival, pouco antes do momento mais esperado. O Melhor Jogo de 2016 saiu disparado e atingiu a mesma vítima do prémio inovação: VRock. Rogério Ribeiro, visivelmente apreciador do momento, agradeceu à plateia e não teve mãos a medir para segurar os dois prémios, como quem agarra uma guitarra de braço duplo. A solo, mas em nome de uma grande equipa, fez os agradecimentos finais. Confessou mais tarde ao Record Gaming que viajou do Porto a pensar que podia levar a taça para casa. Bem ao estilo de You Could be Mine. E se os Guns voltaram mesmo a reunir-se, poderia também o rock voltar a triunfar nos videojogos? A resposta está aí: chama-se VRock. Brevemente na PS4.