Opinião: Mais um evento e as mesmas questões

É preciso agitar o meio e crescer de modo sustentado

Aquele cheirinho a puberdade no ar não deixa margem para dúvidas – estamos num evento de Gaming e eSports. Se a isto juntarmos os olhares brilhantes a cada vez que um YouTuber, Streamer ou jogador profissional passa, então não temos mais dúvidas.

Foi mais ou menos aquilo quer aconteceu no passado fim-de-semana no 4Gamers, evento que juntou na MEO Arena milhares de jogadores, profissionais do meio e alguns curiosos.

E tal como aconteceu depois de outros eventos do género no nosso país, é fácil entender que Portugal está a caminhar na direção certa, apesar da manifesta falta de referências no meio.

Qualquer conversa sobre o tema acaba, inevitavelmente, com referências ao Ricardo "Fox" Pacheco, o nosso Cristiano Ronaldo no que diz respeito a eSports, à RTP Arena, programa televisivo pioneiro por terras portuguesas, e a mais dois ou três nomes/instituições. E depois damos uma "micada" a um cosplayer vestido de Pikachu e seguimos em frente...

Dizemos que "isto" está prestes a rebentar, que um dia vamos ver o Estádio da Luz cheio para um evento de eSports e que somos pequeninos e só vamos crescer se todos juntarmos forças. Contudo, depois destas conversas normalmente não se faz nada e cada um segue o seu caminho.

Porque os patrocinadores ainda têm dificuldade em acreditar no fenómeno, porque os meios de comunicação ainda não acordaram para o que se está a passar realmente e porque alguns dos protagonistas principais têm vontade mas poucas ideias para concretizar seja o que for. E, acima de tudo, porque para ter sucesso e fazer as coisas crescer é preciso muito trabalho. E em Portugal, trabalhar é daquelas cenas que se aplica sempre melhor aos outros.

E enquanto este desafiante trabalho de base não for feito por todos os que estão envolvidos no processo, será difícil que a coisa cresça de forma sustentada. Continuaremos a ter epifenómenos, continuaremos a ter grandes jogadores e grandes produtores de conteúdos, mas escondidos por detrás de um aparente anonimato que não deveria acontecer.

Não existem fórmulas mágicas, mas na minha pouco humilde opinião, parece-me que a premissa deveria ser "dar a conhecer para depois colher os frutos". Atualmente o "meio" quer dar a conhecer enquanto colhe os frutos e faz mais mil coisas ao mesmo tempo.

No que ao Record Gaming diz respeito, estas críticas não se aplicam. (Até porque seria estranho escrever um texto de opinião a dar tiros nos pés.) Estamos a dar o litro para ajudar o meio a evoluir e oferecemos uma janela aberta a todos os que queiram fazer "isto" crescer. De resto, foi com esse objetivo que encetamos muitas e interessantes conversações (que vão perdurar no tempo) com muitos dos que passaram pela MEO Arena no fim-de-semana.

Gostaríamos de fazer mais, de ter mais meios e poder, por exemplo, aceder a todos os pedidos e convites que nos fazem. Esse dia chegará, mas é garantido que neste momento estamos a fazer muito mais do que se esperaria de um diário generalista especializado em desporto. E vamos fazer ainda mais e melhor!

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Envia as tuas questões para – joaoseixas@record.pt 

Por João Seixas
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