Saiba como é trabalhar para o Football Manager

Head researcher do vídeojogo falou ao nosso jornal

Quatro de novembro de 2016. O dia mais esperado para milhões de aficionados de futebol pelo Mundo. E porquê? Por causa do lançamento do Football Manager 2017, a nova versão de um dos vídeojogos de mais sucesso à escola global. Um título com cada vez mais importância no seu segmento, mas que também serve, cada vez mais, como base de dados para clubes e até para jornalistas, de modo a estudar tudo o que envolve o universo do desporto-rei. Mas para tudo ficar nos conformes é preciso muito trabalho prévio, com uma equipa dedicada a deixar tudo perfeito antes que o jogo saía para as lojas. Bruno Gens, juntamente com Carlos Bessa, é um dos responsáveis pela coordenação de tudo o que sucede no nosso país e, em dia de lançamento de jogo, Record foi precisamente falar com quem comanda esta parte do jogo, para saber como tudo se processa.

Comecemos pelo princípio... De onde surgiu a ligação de Bruno Gens ao FM? Ora, conforme grande parte dos 'viciados' neste título, a história nasce no 'velhinho' Championship Manager: "Já jogo desde o CM, desde pequeno, na altura quando só havia a Liga inglesa. Sempre fui pouco crítico da base de dados do jogo, até há uns três anos. Lembrei-me de ir ao fórum da Sports Interactive, a fazer críticas a essa parte e eles convidaram-me a integrar a equipa de Portugal, que era liderada pelo José Guilherme Chieira. Em 2016, ele decidiu sair, por estar ocupado com a sua profissão (é scout profissional do FC Porto), e eu e o Carlos Bessa tomámos conta da base de dados portuguesa", começa por dizer-nos.

Ainda que seja 'head researcher' (HR), Bruno Gens também faz trabalho de campo, tendo a seu cargo várias equipas. "Faço researching de variados clubes, por exemplo o Benfica, mas também da minha equipa local, o Cova da Piedade. Faço o trabalho normal de researcher, apesar de ser o coordenador. Também tomo conta de quase todas as equipas da Liga, menos Chaves e Feirense. Para além dessas, ainda sigo umas cinco da Segunda Liga que não têm researcher, e mais umas quantas do CPP, que estão na mesma situação, especialmente por serem próximas de mim. Como são 120 equipas jogáveis (mais distritais), não podemos ter researcher para todas. Tive de me desdobrar em muitas. Isto em termos de atributos. Em termos de transferências e contratos o outro HR tomava conta dessas funções na Primeira. Muitas equipas, como têm canais Youtube com jogos, ajudam-nos imenso. Claro que, no fim, os valores são todos discutidos com a equipa toda. Nunca faço nada sem pedir feedback. Mesmo sendo eu um dos coordenadores. Quantas mais avaliações, melhor", explica.

E como é a vida de um HR do Football Manager? Quantos jogos está 'obrigado' a assistir? "Não sei, não sei... É que eu depois vou gravando jogos todos na SportTV e vou vendo, para lá dos que vejo ao vivo. No mínimo vejo quatro jogos ao vivo por fim-de-semana, incluíndo juniores", revela.

Como é 'desenhada' a equipa

Com uma equipa composta por 80 a 90 elementos, Bruno Gens aproveitou também para nos explicar como tudo se processa a nível de organização. "A equipa de pesquisa tem dois head researchers, eu e o Carlos Bessa. Depois temos dois tipos de researchers, os de clube e os gerais. Os de clube seguem de um até três clubes em específico, sabem as novidades de perto e tratam dos atributos dos jogadores. Já os gerais geralmente não acompanham um clube em específico, mas tratam de transferências de clubes que não tenham researchers. Aí o foco é mais na distrital e alguns do CPP. Também temos um analista em exclusivo para guarda redes das ligas profissionais, o Roberto Rivelino do site Mundo dos Guarda-redes (mundodosguardaredes.pt)", disse.

E se o leitor quiser, como os 80 a 90 elementos que atualmente compõem a equipa, ajudar a melhorar a base de dados do FM? "Temos um email que serve para fazer a recruta, as pessoas vão enviando os seus dados e que equipas pretendem seguir. Se tivermos vagas e tivermos interesse nessas pessoas, convidámos a integrar a equipa", explica, revelando que a sua equipa está sempre a trabalhar, ainda que "mais a sério é desde abril até setembro".

Por Fábio Lima
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