The Last Guardian: O poder da amizade
Fumito Ueda voltou a fazer magia com um jogo
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Existem jogos que nos divertem, ou que são um desafio, ou que nos marcam de formas que não acreditamos possíveis para um videojogo. Um homem, Fumito Ueda, conseguiu-o com os seus dois primeiros jogos: ICO e Shadow of the Colossus, duas obras primas para a PS2. Agora, ao fim de 10 anos de espera, chega The Last Guardian. E a espera valeu a pena...
O jogo começa com o jogador a controlar um rapaz. Ao seu lado, uma criatura gigante que parece uma mistura de cão, gato, ave… aos poucos ganhamos a sua confiança. Tentamos sobreviver num mundo que não percebemos. Nós somos o cérebro que irá desvendar os enigmas, e Trico, a criatura, será os nossos músculos e o que nos irá defender.
Comecemos pelo que é fraco neste jogo. Tecnicamente tem alguns problemas gráficos, com algumas texturas datadas, normal num jogo que demorou tanto tempo a ser feito. A isso juntam-se problemas de frame-rate e a camera em alguns momentos não ajuda ao posicionar-se mal. Para além disso, a jogabilidade não está fantástica.
Mas esses são apenas pormenores num jogo desta qualidade. A banda sonora é boa, apesar de, paradoxalmente, quase inexistente. Num jogo quase sem música, iremos ouvir o vento, os inimigos e, principalmente, o nosso amigo Trico. Os efeitos sonoros são fantásticos e a animação de Trico, perfeita. O design é impressionante a cada instante e o ambiente de amizade e mistério é incrível. Aos poucos o jogo torna-se emocional de forma esmagadora, e tudo graças à relação de uma criança e um animal. Este é um jogo de paciência. Trico não nos percebe de imediato e teremos que saber explicar. Teremos de ser serenos e inteligentes. O que temos pela frente é uma personalidade única, e talvez a melhor alguma vez criada num jogo para uma personagem que não controlamos. O detalhe no seu comportamento é fantástico e quando o jogo acaba, queremos repetir. Queremos ter mais tempo com este animal.
Estas palavras são poucas para analisar um jogo tão profundo emocionalmente. TLG tem problemas técnicos que são frustrantes e que lhe roubarão o prémio de melhor jogo de 2016, mas, o que temos aqui é algo único. É um produto intemporal que nos leva a questionar o poder que um videojogo pode ter em nós, seres vivos. É, pela sua qualidade e originalidade, e também pelo que arrisca, o jogo mais obrigatório do ano, e que todos devem jogar. Acreditem… nunca o irão esquecer.
História: 4,5 Jogabilidade: 4 Gráficos: 4 Som: 4,5 Nota Final: 4,5
Jogabilidade: 4
Gráficos: 4
Som: 4,5
Nota Final: 4,5
Jogabilidade: 4
Gráficos: 4
Som: 4,5