Wendell Lira: O dia em que Ronaldo lhe mudou a vida

Recuperamos a entrevista exclusiva com o craque brasileiro

Wendell Lira, antigo futebolista que conquistou o prémio Puskás em 2015, é reforço da equipa de eSports do Sporting.

Recorde-se que Lira deixou o futebol em 2016, a contas com uma grave lesão, tendo-se dedicado ao Gaming e apostando forte na carreira como profissional de FIFA. Agora fixa-se no Sporting como jogador do clube de Alvalade.

Motivos mais do que suficientes para recuperarmos a entrevista exclusiva com o craque brasileiro, feita em 2017 pelo jornalista Fábio Aguiar.

Lira 1

RECORD: Em cerca de dois anos, passou de desconhecido a vencedor do Prémio Puskas, superando Messi. Hoje, brilha como youtuber e jogador profissional de videojogos. Como geriu esta mudança?

WENDELL LIRA – Aconteceu tudo muito rápido. Vivi fases bastante complicadas, mas felizmente estou a ser recompensado. A conquista do prémio foi um sonho, um conto de fadas que nunca imaginei. Dei por mim, meio perdido, ao lado de Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e outros ídolos do futebol. Nunca esquecerei esse momento!

R: Como é o seu dia-a-dia?

WL – Acordo cedo, faço os vídeos para o canal do YouTube e depois tenho reuniões para definir os novos conteúdos. À tarde, aproveito para me treinar e entrar nos torneios, que também são muito importantes, uma vez que os meus desempenhos nos campeonatos de FIFA vão influenciar as visualizações e os seguidores no canal.

R: Já conseguiu imitar o seu golo?

WL – Por acaso não... (risos) Nos videojogos costumam surgir golos bonitos, parecidos até, mas nunca fiz um igual ao meu.

R: É mais reconhecido como youtuber do que como futebolista?

WL – Por incrível que pareça, sim. Quando era jogador era um pouco reconhecido, depois venci o Prémio Puskas e ganhei outro destaque, mas desde que abracei esta carreira passei a ter uma leque de fãs bem maior do que imaginava.

Lira 2

R: Foi difícil deixar o futebol?

WL – Sim, mas sabia que as constantes lesões apenas me dariam mais dois ou três anos a um nível médio e decidi seguir este caminho. Nós, brasileiros, somos um povo sofredor por tudo o que já passámos e eu sempre vivi com isso. Nunca desisti dos meus sonhos, mesmo quando os obstáculos surgiram, sempre corri atrás.

R: É uma pessoa mais feliz...

WL – Sem dúvida! Sempre fui fã de Cristiano Ronaldo e, naquele dia, em Zurique, disse-me: "Independentemente da profissão, temos de dar sempre o nosso melhor, pois a nossa oportunidade chegará." E isso marcou-me bastante!

R: Serviu-lhe de inspiração...

WL – Até digo mais, o Cristiano Ronaldo mudou a minha vida! Deu-me um conselho muito importante e tudo o que fiz a partir daí foi com esse pensamento. Quando trabalhei no café com a minha mãe, tentei ser o melhor empregado, quando fazia o almoço, tentava ser o melhor cozinheiro, e agora faço o mesmo. Sempre dei o máximo, muito graças às suas palavras.

Lira 3

R: Desafiá-lo para um jogo de FIFA está nos seus planos?

WL – Seria um sonho! Mas sei que ele nem deve ter tempo para a família, quanto mais para fazer um jogo comigo (risos). Quem sabe um dia irei reencontrá-lo... Em campo não me dava hipóteses, seguramente, mas com o comando teria uma tarefa bem complicada.

R: Calculo, portanto, que seja titularíssimo na sua equipa...

WL – Claramente! Costumo jogar com o Real Madrid, mas na minha equipa, no modo ‘Ultimate team’, tenho o Cristiano Ronaldo para fazer golos, mas também o Renato Sanches no banco, pois é um jogador muito forte e consegue resolver os problemas quando entra.

R: ‘O Ronaldo dos videojogos’ é um título que lhe agrada?

WL – Muito! Era sinal de que era o melhor. Claro que na minha profissão é bem mais fácil do que no futebol, porque se treinarmos bastante, chegamos a um bom nível, mas espero um dia vir a sê-lo.

R: Esse é o seu maior sonho?

WL – O meu maior sonho é dar um futuro melhor à minha família, tudo do bom e do melhor, algo que nunca tive na minha infância.

Lira

R: Considera-se abençoado?

WL – Sempre! Se há coisa que faço todos os dias é agradecer a Deus pelas coisas boas que me deu, mas também pelas más, pois se não tivesse passado por tudo isso, não iria valorizar as minhas conquistas. Por isso, acho que sou um predestinado. Poder chegar até aqui, só pode ter sido obra de Deus! Acho até que não merecia tanto.

R: Cada vez mais as crianças preferem jogar consola do que sair à rua, juntar os amigos e fazer a tal peladinha. Esta não é uma tendência preocupante?

WL – Penso que não...Comecei a jogar consola muito cedo e só depois passei para o futebol. Com 10 anos já conhecia o Shevchenko, e a grande maioria dos jogadores europeus, e nunca os tinha visto. Penso que há tempo para tudo. É um bom complemento, pois transmite conhecimento sobre os jogadores, equipas, nacionalidades e revela um outro mundo a que quando somos crianças não damos muita atenção.

Para mais conteúdos de FIFA, PES e muitos outros videojogos, segue o Rei do Gaming e subscreve:

Home - https://mmanorecord.wixsite.com/kingseixas                                                                    
Facebook - https://www.facebook.com/JoaoTheKingSeixas/                                                                     
Instagram - https://www.instagram.com/reidogaming/                                                                    
YouTube - https://www.youtube.com/c/SeixasReidoGaming                                                                     
SoundCloud - https://soundcloud.com/seiixas           

Por João Seixas
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Record Gaming

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.