WWF Raw era pancada… de matiné

Super Nintendo ganhou 'calo' em 1994

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WWF Raw

Subam ao ringue que hoje é para duros. WWF Raw ensinou os miúdos deste mundo a dar os primeiros tabefes nos colegas em 1994. Agora, 23 anos depois, sopramos por baixo do cartucho e regressamos à mágica Super Nintendo.

A consola foi-me oferecida por um primo e vinha já com alguns jogos, entre eles o WWF Raw. Nos primeiros tempos não olhei para ele – afinal tinha o International Super Star Soccer Deluxe (uma espécie de PES das cavernas) e o Super Mario World. Mas lá chegou o dia em que procurei o último ‘cartridge’ da pilha e encaixei-o na SNES. Pois bem: hora de recuperar o tempo perdido.

WWF Raw era, acima de tudo, divertido. Uma espécie de pancada, não de meia-noite, que ainda não tinha idade para isso, mas de matiné. Não conseguia esconder as minhas gargalhadas de dentinhos de leite do mundo enquanto as personagens quase ficavam sem dentição alguma. Começava desde logo pelos menus. Havia vários modos de jogo, sendo que eu preferia o de sobrevivência. Basicamente pegava num lutador e, como o próprio nome indica, era aguentar até ser o único de pé.

Ora, cada lutador tinha a sua música no menu. Não me lembro de todas mas algumas guitarradas e toques de sinos ficaram-me na memória. Uma espécie de introdução ao rock/metal que durava apenas alguns segundos. Escolhido o personagem, que tanto podia ser um brutamontes como o The Undertaker ou, literalmente, um palhaço como o Doink the Clown, era hora de ir ao punho.

Tirando os movimentos básicos e clássicos, havia cenas extra: era possível descer do ringue e pegar numa cadeira ou num balde para, lá está, baldearmos o nosso adversário. Voltando novamente ao centro da acção, o senhor árbitro também sofria, pois de vez em quando apanhava com uma direita perdida e… chorava!

Mais uma vez, os dóceis comandos da SNES eram levados ao limite pelos nosso indicadores direito e esquerdo, que pressionavam repetidamente os botões para termos mais força do que o opositor, mandá-lo contra as cordas e acertar-lhe em cheio na volta.

E quanto finalmente o mau já cambaleava, aproveitávamos para lhe dar a estocada final, agarrar-lhe uma perna e rezar para que não recuperasse antes do "one, two, three!" gritado roucamente pelo árbitro. Caso contrário, teríamos sempre o balde lá em baixo...

Por Luís Miroto Simões
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