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RECORD - A saída do Benfica resultou de algum momento delicado no que diz respeito à recuperação de jogadores?
RM - Saí do Benfica porque era o único rosto visível do departamento médico. Tudo o que acontecia era o meu nome que vinha à baila e decidi que, atendendo à dinâmica de grupo e como havia um diretor clínico devia ser ele a dar a cara porque também era para isso que lá estava, mas nunca aconteceu e bati com a porta. Entendi que aquele era o momento de parar e concretizar a ideia de montar um espaço com os meus princípios e orientação. Nunca me saturei do que fazia, mas o meu envolvimento era de tal forma que quase não tinha folgas ou férias porque as passava com os atletas a recuperá-los e chega a uma altura em que temos de nos pautar por um critério e dizer que a família também existe. Continuo a fazer o que mais gosto, mas faço-o de maneira diferente.
R - A família é o motivo pelo qual nunca mais voltou a trabalhar num clube?
RM - Nunca digo nunca a nada na vida. Depois de sair do Benfica fui abordado por clubes estrangeiros e portugueses. Ponderei, mas não chegámos a acordo.
R - O futebol permitiu-lhe a independência financeira?
RM - Não fui jogador de futebol profissional, mas consegui ter sempre uma vida desafogada, com poucas limitações, só que ainda preciso de continuar a trabalhar e essa é a principal razão pela qual tenho a minha clínica.
R - Mesmo que oficialmente afastado do meio continua a tratar de jogadores profissionais?
RM - Sim, muitos e das mais variadas modalidades. Até bailarinos, veja bem.
R - Pode dar exemplos?
RM - Não seria correto do ponto de vista ético, além de que faço questão de garantir sigilo profissional a qualquer atleta que recorra aos meus serviços.
R - Sente-se reconfortado por esse, digamos, reconhecimento distante dos holofotes?
RM -Muito, mas também me sinto reconfortado por tudo aquilo que fiz e pelo que acho que ainda tenho para fazer.
R - Afinal de contas, o Rodolfo Moura é fisioterapeuta, enfermeiro ou osteopata?
RM - Sou enfermeiro, fisioterapeuta e osteopata. Quando saí do futebol aproveitei para concluir a minha formação em osteopatia. É uma atividade reconhecida pela Administração Central do Sistema de Saúde em Portugal e o desporto beneficia imenso com a osteopatia. Muitos atletas recorrem aos meus serviços precisamente por causa dessa valência, porque é uma ciência terapêutica baseada na nossa biomecânica. Tenho todas as formações e todas elas são necessárias porque cada caso é um caso e utilizo as mais variadas técnicas na recuperação necessária.
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