A morte do Bordéus: queda anunciada
O descalabro do Bordéus não aconteceu da noite para o dia. Anos de má gestão e uma dívida milionária ditaram o fim
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A queda do Bordéus até à obscuridade da quarta divisão pode ter apanhado muitos de surpresa, mas não aconteceu da noite para o dia. Para a entender melhor, é preciso recuar quinze anos, até à última página de glória do clube. Em 2008/2009, os girondinos puseram fim a sete épocas de hegemonia do Lyon na Ligue 1. Muito por culpa de uma geração de jovens promissores que apareceu sem aviso. Nomes que não vingaram fora do clube, mas que naquele ano jogaram ao nível dos melhores da Europa. Marouane Chamakh, Cavenaghi, Saivet, Obertan, Gouffran e, sobretudo, Yohann Gourcuff, apelidado de 'novo Zidane'. Comandados por Laurent Blanc, na primeira experiência como treinador, ganharam Liga, Supertaça, Taça da Liga e chegaram aos quartos de final da Liga dos Campeões em 2009/10. Os adeptos relembravam os dourados anos 80 e na cidade havia a esperança de que essa fosse a afirmação definitiva do clube na elite francesa - onde quase sempre ocupou uma posição intermédia.