Angelica Bengtsson: Exemplar dentro e fora das pistas

A paixão pelo desporto surgiu desde muito cedo na vida de Angelica Bengtsson. Em criança, a sueca começou por praticar ginástica, mas os genes acabaram por a levar ao lançamento do dardo, modalidade em que o pai, Glenn Bengtsson, também se destacou. No entanto, não foi por aí que ficou. A escandinava manteve-se no atletismo, é certo, mas acabou por seguir o seu caminho no salto com vara. E com sucesso.

Ainda não era sénior e Bengtsson já se destacava ao ter vencido os Jogos Olímpicos de juniores, em 2010, bem como dois Campeonatos do Mundo, no mesmo escalão (2010 e 2012). As graúdas sabiam que estava a nascer uma estrela... e verificou-se. A jovem, de 24 anos, afeiçoou-se aos pódios e já arrecadou três medalhas de bronze em Europeus, entre 2015 e 2017 (duas delas em pista coberta). Como se não bastasse, ainda é detentora do recorde da Suécia (4,70 metros).

Ora, se é verdade que a atleta brilha dentro das pistas, também é justo dizer que se destaca fora delas. E não é, pelo menos em exclusivo, pela sua beleza. É que a saltadora tem sido uma das desportistas que mais tem propagada o ‘#MeToo’, movimento dedicado à condenação de práticas de assédio e abuso sexual, que se tornou viral em finais de 2017.

Nesse capítulo, Bengtsson parece ter alterado o pensamento de algumas pessoas. Prova disso foi o pedido de desculpas que partilhou por parte de um seguidor, que antes lhe enviava várias mensagens. "Não me tinha feito nada fisicamente, até porque nunca o conheci, mas escrevia várias cartas e falava-me nas redes sociais antes de eu decidir bloqueá-lo. Pediu desculpas e vai parar", contou, ainda este ano, ao jornal ‘Expressen’.

"Eu recebia várias correspondências estranhas. Não eram só pessoas a fazer coisas estúpidas. Acredito que é mais fácil fazê-lo quando se está na internet, mas é terrível ver como as pessoas se encontram expostas", defendeu a sueca.

Lesão levou-a de regresso aos estudos

O ano de 2017 esteve longe de ser de sorte para Angelica Bengtsson, que foi obrigada a terminar a temporada mais cedo devido a uma lesão. No entanto, a atleta não se limitou a recuperar e reencontrou outra área do seu interesse ao voltar a estudar Física na Universidade de Linnaeus, na Suécia. Bengtsson nunca escondeu a vontade em regressar à competição, mas, desta vez, os estudos não ficaram de parte quando voltou (em fevereiro) e são várias as ocasiões em que a sueca partilha com os seus seguidores os momentos de concentração, seja no laboratório ou até na praia. "Estou a aproveitar todos os minutos", comentou, em agosto, através das redes sociais.

Por Rafael Soares
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