José Manuel Constantino: «Combater assimetrias»
Presidente do COP não tem dúvidas que o apoio político ao futebol tem sido desproporcional em relação às outras modalidades
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José Manuel Constantino, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), não tem dúvidas que o apoio político ao futebol tem sido desproporcional em relação às outras modalidades desportivas, num país onde a cultura do setor tem sido bastante assimétrica, apesar de se estar a viver, a um ano de Paris’2024, um dos melhores momentos desde sempre nas disciplinas olímpicas em Portugal. "Não vou dizer que se retire a importância que é dada atualmente ao futebol, por tudo o que significa para o país, quer em relação ao número de praticantes, quer à sua projeção internacional, mas o que é certo é que não se tem dado a importância devida a outras modalidades do desporto nacional que têm tido resultados muito significativos ao nível internacional", considerou José Manuel Constantino, de visita à Grécia, para estar presente na 3.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo de Praia, em Heraklion. Por isso, Constantino defende a linha de críticas do canoísta Fernando Pimenta, quando este diz que não recebeu o tratamento adequado de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, após ter conquistado a medalha olímpica em Tóquio’2020. As várias medalhas e títulos conquistados nos Mundiais dão poder de força àquele que é um dos melhores desportistas portugueses de sempre. "Fernando Pimenta representa um número significativo de críticas dos maiores desportistas nacionais, que é transversal a todas as outras modalidades que não são o futebol. Existe uma disparidade de reconhecimento, entre a importância que é dada ao futebol e ao desporto olímpico e isso não deveria acontecer", reafirmou Constantino.