Leila Marques Mota: Oportunidade de inovar

Opinião da Chefe de Missão Portuguesa aos Jogos Paralímpicos

Nunca os Jogos Paralímpicos tinham sido adiados. Vivemos um momento que marcará a história do movimento paralímpico.
 
A decisão deve ser elogiada, por reconhecer a necessidade de priorizar a saúde. É sinónimo de tremenda liderança. Pode ter causado reações diversas, mas permitiu conferir clareza e tranquilidade.
Ambicionávamos alcançar já este ano resultados desportivos que emocionassem a nossa nação. Embora o adiamento cause preocupações sérias do ponto de vista financeiro e uma gama diversificada de desafios, enquanto Chefe de Missão asseguro que o nosso esforço será depositado em criar as condições para que os atletas encontrem o ambiente ideal em Tóquio. Vejo uma oportunidade de sermos inovadores. 
A revisão dos critérios de qualificação nas diversas modalidades, bem como o anúncio do novo calendário, são fundamentais para se aprimorar o plano estratégico de atuação. Trabalharemos com todos os nossos parceiros, visando uma comunicação aberta e de apoio mútuo.
É um momento de transição, onde de forma faseada é possível aos nossos atletas retomarem os treinos, adotando para isso as medidas necessárias de proteção. 
A morte recente de Nuno Alpiarça relembrou-nos o quão frágil é a vida humana. A resiliência e capacidade de adaptação está no ADN dos nossos atletas. Os Jogos Paralímpicos foram adiados, mas o objetivo não mudou. Alterou-se apenas o momento em o que o atingiremos. 
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