'Messi10 by Cirque du Soleil': Sangue-frio português a voar alto no trapézio

Renato Dias nasceu na Suíça mas é filho de emigrantes e executa um número que foi um pedido expresso do craque

A reportagem de Record visitou os bastidores algumas horas antes do espetáculo e encontrou centenas de pessoas a ultimar detalhes. Os artistas, de várias nacionalidades, continuavam a treinar. Um deles chama-se Renato Dias, tem 24 anos e sangue português. "Nasci na Suíça, mas os meus pais vivem no Porto. Tenho dupla nacionalidade e costumo passar férias em Portugal", conta-nos. Quando muitos dos amigos iam jogar futebol depois da escola, Renato preferia dedicar-se ao trapézio. Começou com 12 anos. "Para mim, estar no Cirque du Soleil é como um jogador alinhar no Barcelona ou noutro clube grande", sublinha.

As comparações com o futebol não se ficam por aqui. "Dedicamo-nos à nossa arte e temos de treinar muito. Somos parecidos no sacrifício para chegarmos longe", acrescenta o artista, que executa um dos números mais especiais. "Messi pediu para a sua família ser representada no espetáculo. Faço um solo em que o trapézio sobe e desce e a ideia é mostrar que as pessoas estão ali à minha volta para apoiar-me. Ou seja, que precisamos da ajuda dos outros para sermos melhores", explica, antes de expressar o que sente quando entra em ação: "Assim que toco no trapézio não oiço nada à minha volta. É um mecanismo que tenho. E tento não pensar que, se largar, caio e posso magoar-me. Não penso nisso, mas tenho de estar muito concentrado". No final, os aplausos compensam todo o esforço. "É a melhor sensação do Mundo. É como o futebolista quando marca um golo", garante. *

O brasileiro cheio de truques

Pedro de Oliveira
Pedro de Oliveira, de 26 anos, é ‘freestyler’ desde os 13 e não podia estar mais feliz com o facto de ser um dos que encarnam o personagem de Messi. "Passei a viver do ‘freestyle’ em 2013. Já consegui títulos mundiais, mas esta é a experiência mais rica", assegura o brasileiro a Record.

E para aqueles que pensam que são apenas alguns malabarismos com a bola, Pedro explica como trabalha. "Um treino apropriado demora duas horas e meia. Aquecimento, treino de truques básicos e depois manobras mais difíceis. No final, faço treino de performance de um minuto com o máximo de variações", revela.

Os brasileiros e os argentinos são conhecidos pela rivalidade, mas Pedro de Oliveira diz que, neste caso, o sentimento é bem diferente: "É uma honra representar o melhor jogador de sempre da história do futebol."

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Record mais

Jeep Compass: Renovação com significado

É o primeiro lançamento da marca na Europa para o grupo Stellantis. Há versões gasolina e Diesel para um SUV que procura responder às tendências do Velho Continente

Notícias

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.