Miguel Praia: «Só não me doeram as pestanas...»

Prova oral ao piloto de motociclismo

R - Quando eras miúdo sofrias com o teu apelido?

MP – Sim. Os meus amigos sempre acharam piada, especialmente por residir no Algarve. Quando caí diziam que me deitava na praia.

Vá lá, até foram meiguinhos.

R - Confessa lá, fora das provas carregas no acelerador?

MP – Não. A vantagem de andar tão depressa na pista é que quando saímos de lá não faz qualquer sentido andar depressa, porque já deixamos o ‘veneno’ lá dentro.

A polícia agradece.

R - E qual foi o maior susto que apanhaste?

MP – Vários. Mas partir a caixa de velocidades, cair a 190 km/h e andar 200 metros às cambalhotas no alcatrão está no tipo da lista. Só não me doeram as pestanas.

Imagino. Dói só de ouvir...

R - As provas são longas. E quando dá vontade de ir à casa de banho?

MP – Não dá. Mal a corrida começa não nos lembramos nem do nosso nome. É intenso e requer que todos os sentidos estejam ligados. As necessidades fisiológicas não entram nesta lista.

Vou fingir que acredito...

R - Qual a melhor e pior recordação da tua carreira?

MP – A primeira vitória é sempre a mais especial. Somos novos e sentimo-nos os maiores. O pior foi a morte do meu companheiro de equipa, Craig Jones.

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