Os portugueses que fizeram história na Juventus
Rui Barros
"Quando me disseram que era a Juventus, nem queria acreditar. Eram esses valores [cerca de 80 mil contos de salário]. Nem quis saber do valor da transferência. Para mim estava bem", revelou Rui Barros, ao Porto Canal, quando convidado a recordar a transferência para o clube italiano. O português representou os italianos de 1988 a 1990.
Paulo Sousa
"É um líder em campo", disse Marcello Lippi, então treinador da Juventus, no final da primeira época do médio em Turim. Na segunda e última, Paulo Sousa ajudou o emblema italiano a conquistar a Liga dos Campeões. "Foi o momento pelo qual mais me orgulho em toda a carreira. Afinal, tratou-se da primeira Champions", recordou Paulo Sousa. Na época seguinte viria a vencer novamente a Liga dos Campeões, mas com a camisola do B. Dortmund. Antes, ao serviço dos italianos, venceu também um campeonato, uma Taça e uma Supertaça, entre 1994 e 1996.
Dimas
Tal como Paulo Sousa, o lateral também representou a Juventus na década de 90 (entre 1996 e 1998). Quando o português chegou a Itália, corre a história de que Marcello Lippi, o treinador na altura, respondeu isto quando ouviu o nome Dimas: "Isso é alguma máquina de café?" Certo é que... serviu para dois campeonatos em 48 jogos.
Jorge Andrade
Várias lesões no joelho esquerdo atrapalharam a carreira do defesa-central em Itália, tanto que Jorge Andrade só fez 5 jogos em duas épocas, de 2007 a 2009. A solução foi a rescisão de contrato por mútuo acordo. A etapa na Juventus foi a última como futebolista. Apesar de tudo, as memórias são positivas. "A Juventus foi a cereja no topo do bolo da minha carreira", confessou, em 2015, numa entrevista a Record.
Tiago
Foram duas temporadas na Juventus, outras tantas emprestado pelo clube italiano ao Atlético Madrid. E era em Madrid que o médio se sentia bem, por isso é que por lá ficou a título definitivo. Sobre o emblema de Turim... "As coisas na Juventus correram mal, massacraram-me desde o primeiro dia, antes até de me verem jogar. Foi um erro assinar pela Juventus e não quero voltar", confessou Tiago, em 2010.
Gonçalo Brandão
O defesa, ainda em atividade – representa os suíços do Lausanne – é a exceção nesta lista. Nunca jogou oficialmente pela Juventus, mas esteve muito perto de assinar contrato com o clube italiano. "Já havia um pré-acordo. Tive a infelicidade de não ter assinado esse pré-acordo porque estava nos Estados Unidos, em digressão com a Juventus. Lesionei-me gravemente no último jogo particular, fiz uma rutura no tendão de Aquiles, e foi tudo por água abaixo. É a maior mágoa da minha carreira, a oportunidade de jogar num grande de Itália, mas quem anda no futebol está sujeito a isto", contou Gonçalo Brandão a Record, em 2014.