PUMA MagMax NITRO 2: a mesma fórmula… mas mais leve e ainda melhor

Sapatilhas Puma MagMax NITRO 2: fórmula melhorada e mais leve

Quando no ano passado, mais ou menos por esta altura, a PUMA colocou no mercado a primeira versão das MagMax NITRO, fê-lo sem grandes alaridos. Aquele modelo maximalista chegou ao mercado sem grandes ondas, mas rapidamente se mostrou capaz de bater-se com os pesos pesados do segmento. Um modelo de máximo amortecimento, mas com um toque de responsividade raramente visto neste tipo de sapatilhas. Mesmo sem grandes campanhas ou hype associado, aquele primeiro lançamento foi cimentando o seu espaço e confirmou-se, se calhar com surpresa para a própria PUMA, como um dos modelos mais inovadores do ano. E, no nosso caso, um dos modelos que mais gostamos – e usámos, claro.

Quando em finais de novembro nos chegaram os primeiros rumores de que vinha uma segunda versão a caminho, ficamos naturalmente entusiasmados. Mas também algo apreensivos, porque temíamos que a marca alemã estragasse algo que tinha sido tão bem feito na primeira versão. Olhando a nu, bastava à PUMA reduzir ligeiramente o peso e tinha aqui um modelo ainda melhor. E o que a PUMA fez? Exatamente isso: emagreceu as MagMax NITRO, mantendo-as fiéis à mesma fórmula de sucesso.

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O resultado? Um modelo que, rapidamente, se tornou um dos nossos favoritos neste final de ano.

Uma sensação similar

Visualmente, as MagMax NITRO 2 não estão muito diferentes das originais. E a sensação de corrida é também ao mesmo nível. E isso, ainda que possa parecer o contrário, é muito bom. Porque as primeiras já eram fantásticas em tudo o que faziam. Um conforto extremo, uma sensação de que o pé é abraçado de forma perfeita. Depois, quando corremos, essa sensação mantém-se, mas com um toque de resposta pouco visto neste tipo de modelos.

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A ritmos tranquilos, numa ‘easy run’, os 46mm de altura máxima de meia-sola dão um amortecimento de elevada nota, capaz de nos proteger tanto em treinos curtos como em sessões mais longas. Depois, se precisarmos de aumentar o ritmo, a espuma NITRO consegue também oferecer um bom retorno de energia. E é isso que diferencia este modelo dos demais de máximo amortecimento. Consegue devolver a energia de forma bem mais eficiente e notória do que, por exemplo, umas GEL-Nimbus 27 – que, ainda por cima, são mais caras.

Claro que não são um modelo ideal para fazer provas a ritmos demasiadamente rápidos, mas entendemos que podem ser uma belíssima escolha para quem quer, por exemplo, correr meias maratonas e maratonas por volta dos 5’00/km. Não, não têm placa, mas a esses ritmos a placa de fibra de carbono pouco ou nada fará. E, considerando a sensação mais natural que têm com este modelo, esta é definitivamente uma melhor opção.

O upper não perdeu o encanto

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A primeira versão foi amor à primeira vista na sensação de conforto que nos deu. A segunda segue a mesma linha. Com pequenos toques visuais, a estrutura do upper está muito similar, tanto no aspeto como na sensação global. Do ponto de vista da evolução diríamos que se nota uma melhoria em termos de respirabilidade e a continuidade do que de bom se via na versão original. A língua continua a estar cosida nas laterais, o que ajuda bastante no ‘lockdown’ global das sapatilhas.

O calcanhar perde um nadinha de material acolchoado, mas continua a ser muito bem protegido. Nesta zona, nota para a redução na dimensão da pequena alça traseira, que ‘perde’ a peculiar mensagem interior “Bouncy AF“. Ela aparece na segunda versão, mas numa outra zona e com uma nova referência. No caso com “Still Bouncy AF“. Um toque bastante curioso, de algum humor, que mostra a forma como a PUMA está a encarar esta nova aposta no running.

O composto de sola que não falha

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É PUMAGRIP. Quase nem precisamos de dizer mais nada. A tração é do melhor que temos no mercado, seja em seco, molhado ou terreno algo solto, e a durabilidade está também mais do que assegurada. De resto, foi aqui que a PUMA cortou a maior parte do peso, optando por reduzir a superfície de borracha injetada às áreas de maior contacto com o solo a cada passada. O corte neste particular não foi radical, mas o suficiente para tirar uns gramas na balança sem comprometer (de todo!) a tração global.

Não estaremos a exagerar se dissermos que as PUMA MagMax NITRO originais foram das sapatilhas que mais vezes usámos este ano. Por isso, foi com natural curiosidade e entusiasmo que recebemos esta segunda versão. E, felizmente, foi com alegria que vimos a PUMA a mexer onde era necessário. Se as originais já eram incríveis, com muito pouco a colocar como defeito, a segunda eleva bastante a nota. O nível fica muito alto para uma terceira versão, mas a premissa será a mesma do que foi feito aqui: tirar mais peso e… já chega.

Por agora, as MagMax NITRO 2 são, sem dúvida, um dos nossos modelos favoritos. Mesmo com apenas 100 quilómetros feitos neste teste. Elas não enganam!

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Por Fábio Lima
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