Adidas Ultraboost Light: menos peso sem comprometer o rendimento

Modelo tradicional da marca alemã ficou mais leve... finalmente!

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Modelo de maior tradição da Adidas na última década  este ano celebra precisamente 10 anos -, as Ultraboost sempre foram umas sapatilhas amadas por muitos, mas havia sempre um problema comum a cada atualização: o peso. Era uma questão recorrente, que levava, ano após ano, a (pequenas) críticas por parte de quem as analisava. O maior salto nesse particular (neste caso no plano negativo) foi das 20 para as 21, com o peso a subir dos 310 gramas até aos 340. Um número quase assustador, especialmente tendo em conta a tendência cada vez mais notória dos corredores em apreciarem um modelo leve nos pés. O 22 não mudou muito - perdeu cerca de 10 gramas -, mas a grande novidade veio em 2023, com o lançamento das novíssimas Ultraboost Light.

E o termo Light não está ali só para servir de chamariz. É que as novas sapatilhas da Adidas estão efetivamente mais leves. Quase como se tivessem nos últimos meses passado por um período de dieta para perder uns bem notórios 40 gramas. Pela primeira vez em muito tempo, as Ultraboost baixam da barreira (psicológica) dos 300 gramas. 293 no modelo 42 masculino também não é propriamente um peso pluma - longe disso! -, mas a evolução nesse particular é clara e merece elogios. Mesmo que, do ponto de vista visual as diferenças até nem sejam lá muito notórias. Na verdade, as UB Light até parecem algo mais 'bulky', por conta de um perfil de meia-sola algo maior em comparação com as 22. Mas é mesmo só impressão visual...

Foi quase um movimento mágico por parte da Adidas, que conseguiu criar umas sapatilhas com maior superfície de espuma na meia-sola mas com 30% menos de peso. É a evolução do composto Ultraboost, seguindo essencialmente as necessidades do mercado atual e também dos pedidos feitos pelos próprios corredores. E mesmo tirando esse peso, as Ultraboost Light continum a ser incrivelmente estáveis - como sempre foram -, ainda que se tenha notado uma aparente diminuição no retorno de energia. Pode ser somente impressão, fruto de um estado de forma diferente, mas em comparação com as sensações que tivemos quando utilizámos modelos anteriores, notámos que havia um 'nadinha' de retorno em falta. Nada de mais, até porque, para todos os efeitos, as Ultraboost Light são um modelo para correr quilómetros sem fim e não para fazê-los em ritmos rápidos.

Sensação de conforto desde o minuto 1

Mantendo-se fiel à tradição, a Adidas pensou nestas Ultraboost Light como uma meia, para encaixar no pé na perfeição e abraçá-lo de imediato ao primeiro contacto. Tem sido assim nos modelos anteriores e para esta evolução a fórmula mantém-se. E com um resultado extremamente positivo. Calçar as Ultraboost Light é uma sensação de conforto desde o primeiro momento, com o pé a ficar assente e bem ajustado no interior da sapatilha sem grande problema. Tenhámos um pé mais pequeno ou mais largo, a malha elástica da zona superior (em PRIMEKNIT+) faz com que o ajuste seja o menor dos problemas.

Depois de calçadas, quando iniciamos a corrida mantemos essa sensação de conforto que tivemos num primeiro contacto. Como dissemos, o retorno de energia parece algo menor, mas o que perdemos aí ganhamos em estabilidade. Graças a um novo desenho da sola, com o chamado 'LEP – Linear Energy Point' ali logo acima, este novo modelo está claramente mais seguro na transição de cada passada e é com confiança de reforçada que podemos aumentar ritmos ou fazer viragens mais pronunciadas sem ter alguns sustos. Falando também da sola, a tradição ainda é o que era: a borracha Continental dá uma tração e durabilidade de topo.

À venda no mercado nacional desde o início do mês, por 200 euros, as Ultraboost Light são pensadas para treinos diários, de intensidade baixa e/ou longa duração e distância.

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