'Derrotado' mais rápido de sempre... finalmente venceu

Jemal Yimer colocou ponto final numa malapata insólita

Para lá da história caricata vivida em Mumbai, o fim de semana ficou também marcado pela realização da Meia Maratona de Houston, uma prova que contou com um equilíbrio notável nos postos cimeiros. Não houve tempos próximos dos recordes do Mundo, mas o equilíbrio e a qualidade das marcas no geral foi claramente de assinalar. Especialmente no lado masculino, onde nove atletas acabaram abaixo da hora, isto numa prova na qual os quatro primeiros acabaram separados por apenas três segundos. Levou a melhor Jemal Yimer, com 59:25, superiorizando-se na reta final a Bernard Ngeno (59:26), Shadrack Kimining (59:27) e Philemon Kiplimo (59:28).

Com esta vitória, refira-se, Yimer colocou um ponto final num 'borrego' caricato, já que era o atleta mais rápido do Mundo da meia maratona... sem vitórias. Até ao momento já tinha corrido em 58:33, 59:00, 59:09, 59:14 e 59:45 sem vencer. Uma malapata que conseguiu quebrar este domingo, graças a um registo bem longe da sua melhor marca - na verdade foi apenas o seu quinto melhor tempo.

Um regresso ganhador

E se a história do vencedor é incrível, a da mulher que ganhou consegue ter contornos ainda mais fantásticos. Dá pelo nome de Hitomi Niiya, tem 31, é japonesa e não competia de forma oficial na estrada há... mais de dez anos. E arriscamos dizer que não poderia ter desejado um melhor regresso. É que para lá da vitória, que surpreendeu atletas com registos bem mais rápidos, Niiya conseguiu também pulverizar o recorde japonês da distância (passando-o de 1:07:26 para 1:06:38), deixando uma mensagem bem clara em ano de Jogos Olímpicos.

Esse foi, refira-se, um dos grandes aspetos que levou a atleta nipónica a voltar ao ativo depois de em 2013 ter decidido pendurar as sapatilhas simplesmente por não conseguir ganhar. O regresso deu-se primeiro à pista, em 2017, com tempos que lhe permitiram estar presente nos Mundiais de Doha. Não ganhou na altura - foi 11.ª nos 10000 metros -, mas parece ter encontrado a inspiração e motivação para dar uma nova chance ao atletismo.

E em boa hora o parece ter feito, já que venceu de forma autoritária em Houston, numa prova na qual derrotou de forma destacada a armada africana liderada por Brillian Jepkorir (1:08:08) e Caroline Kipkirui (1:08:13). O que se segue agora...?

Por Fábio Lima
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