Espanhol correu Maratona de Sevilha infetado com o coronavírus

Apesar de estar doente (e ter-se sentido bastante mal) Óscar bateu o seu recorde na prova espanhola

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O final em sofrimento diz tudo

Há cerca de três meses, a 23 de fevereiro, Sevilha recebeu aquela que seria uma das últimas provas de atletismo em massa na Europa. Foram mais de 14 mil os corredores que estiveram presentes, centenas deles provenientes de Portugal (ao todo terão sido mais de 700). Ora, no meio daquele enorme pelotão, soube-se agora, havia pelo menos um corredor já infetado com o coronavírus. Dá pelo nome de Oscar Campos, é natural de Barcelona e, sem saber na altura, fez os 42,195 quilómetros a contas com a doença que deixou o mundo de pernas para o ar - e mesmo assim bateu o recorde pessoal na distância (2:49:19 horas).

"Se soubesse antes nunca teria corrido. Espero não ter contagiado ninguém, mas nesse momento pensei que se tratava apenas de um resfriado ou de uma gripe. Na altura não havia grande informação sobre o coronavírus e lembro-me que ainda não tinha febre", explicou ao 'Diario de Sevilla' o corredor catalão, que chegou à prova andaluza à 'boleia' do programa de acolhimento criado para receber os afetados pelo cancelamento da prova popular da Maratona de Tóquio.

"Estava no meu pico de forma, já que tinha preparado bem a Maratona de Tóquio, mas em meados de fevereiro comecei a notar que não me sentia tão bem e fiz alguns treinos maus, onde senti alguma falta de ar. Não era normal, mas nesse momento via o coronavírus como algo distante", lembrou Óscar, que assume ter passado bastante mal tanto na véspera como na prova e nos dias seguintes. "Passei muito mal na parte final. Na última meia hora senti falta de ar e cheguei muito mal à meta", assumiu o corredor, que na véspera da corrida diz ter tomado paracetamol para aliviar a situação.

Uns dias depois, já em casa, a sua situação começou a piorar, ao ponto de chegar aos 39 graus de febre. Mas o pior veio depois. "O meu filho mais novo teve uma bronquite muito forte. Tinha mesmo de dormir inclinado e com a boca para baixo. Fomos ao centro de saúde e disseram-nos que ele tinha todos os sintomas, mas que sem teste não podiam fazer nada. O meu outro filho também teve febre durante uns dias. A única que não teve nada foi a minha mulher, que deve ser de ferro", ironizou Óscar, que apenas descobriria que efetivamente estava infetado quando recentemente, no regresso ao trabalho, fez o teste ao coronavírus na sua empresa.

Agora, três meses volvidos, e aparentemente já totalmente curado, Óscar Campos já voltou aos seus treinos, ainda que o faça com toda a tranquilidade do Mundo, já que a realização de corridas no futuro próximo é mesmo uma miragem...

Por Fábio Lima
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