Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Camilo Santiago protagoniza situação insólita em Dresden
Seguir Autor:
É certo que, apesar de ser pouco ético e até ilegal, a utilização e a partilha de dorsais de outras pessoas é algo comum nas provas populares de atletismo, mas a verdade é que ao nível profissional ninguém pensaria que seria possível ver-se tal coisa. Mas aconteceu. Foi este domingo, na mesma maratona de Dresden onde Hermano Ferreira foi o sexto mais rápido, com o espanhol Camilo Santiago, um dos melhores do país, a protagonizar uma história que está a dar que falar para lá da fronteira.
Tudo porque o atleta em causa utilizou o dorsal de um corredor hondurenho e conseguiu, com o tempo que alcançou (2:17.46), fixar um novo recorde nacional... das Honduras. O tempo até foi confirmado pela World Athletics e pela própria federação hondurenha, que nas redes sociais deixou os parabéns ao novo recordista Iván Zarco... que nem correu a prova.
Tudo teria passado em claro e o tempo ficaria válido, não tivesse a imprensa espanhola detetado a 'batotice', ao observar as imagens da prova, onde era possível ver-se que o atleta com o dorsal 450 não se tratava do hondurenho. A história foi desvendada pelo portal 'Soy Corredor' e acabou provocar muitos comentários negativos e, posteriormente uma reação do próprio Camisola Santiago a justificar-se.
"Quero pedir desculpas pelos erros cometidos, mas em momento algum houve má intenção. Viajei a esta maratona com Iván Zarco, de quem há algum tempo concordei ser lebre. O Iván não sabia se ia competir, pois tinha um problema no pé. Mas como tínhamos tudo fechado, desde viagem, alojamento e dorsal, decidimos viajar. Eu tenho outro objetivo, a 11 de abril e fazia-me bem testar-me e colocar o dorsal. O problema que sucedeu foi que, depois de aquecer, a minha mochila com a roupa de competição com o dorsal e outro material desapareceu do parque onde a tínhamos deixado. Nesse momento fico nervoso e é o Ivan quem me diz para ir falar com a organização, que não iria correr, para eu o fazer com o dorsal dele. Falámos com a organização e eles aceitam. Já apresentámos o protesto quanto ao resultado na classificação. Talvez o meu erro tenha sido acabar a maratona; devia ter parado antes. Talvez o meu erro tenha sido utilizar um outro dorsal. Talvez o meu erro tenha sido ser ingénuo. Mas os que me conhecem sabem que não houve má intenção. Simplesmente tinha vontade de competir. E depois da viagem, não pensei nas consequências. Simplesmente vesti-me e coloquei o dorsal, já que a minha mochila desapareceu meia hora antes da partida. De qualquer das formas, peço desculpa pelo que causei. Já aprendi uma nova lição", escreveu o atleta, numa longa publicação que contou com vários comentários, um deles de um treinador espanhol que afirma ter visto Ivan Zarco em Espanha... no dia da prova.
Prova entre o rio Douro e o litoral do Atlântico assinala duas décadas do El Corte Inglés
Diretor de Marketing do El Corte Inglés louvou ambiente em torno da corrida dos 20 anos e apelou à participação
Marca chinesa tenta entrar no mundo do running com um modelo específico
Evento teve recorde de participantes, com mais de 900 atletas no concelho "mais lindo dos Açores"
Adeptos locais assobiaram também o hino egípcio
Jogador representou a seleção da Bulgária por 102 vezes e era titular na equipa que chegou às meias-finais do Mundial de 1994
Valorizar jogador local é objetivo do novo Manager da academia do emblema da 3ª divisão
Trio do podcast 'The Rest Is Football' não coloca o esquadrão luso entre favoritos, mas lembra que... Ronaldo pode fazer a diferença