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Hoka Cielo Road: baixinhas e rápidas, um agradável regresso ao passado

A nossa análise ao modelo da marca francesa

As saudades que já tínhamos de umas sapatilhas à antiga! Baixinhas, minimalistas e, ao mesmo tempo, incrivelmente responsivas. E sem placa de fibra de carbono. Finalmente voltámos a correr rápido de uma forma natural. E que bem soube!

Os últimos anos deram-nos um verdadeiro boom de sapatilhas com placa de fibra de carbono, com perfis altíssimos, com um foco claro em dar performance e, ao mesmo tempo, um amortecimento premium que permite correr durante mais tempo e ter uma mais rápida recuperação. Na prática, é uma situação 'win-win', mas por outro lado tira-nos aquela sensação de corrida natural, sem sentir que estamos a correr umas autênticas molas nos pés. Nós gostamos disso, mas também gostamos de correr de forma natural. E já tínhamos saudades.

Por isso, foi com um sorriso no rosto, com uma reação de 'wow', que durante cerca de dois meses testámos e abusámos das HOKA Cielo Road, um modelo que vai em claro contraciclo com o que temos visto por parte das outras marcas, mais focadas em lançar produtos voltados de performance para longa distância. Estas Cielo Road não são nada disso. São, talvez, limitadas a uns 10 quilómetros. Depois disso, a falta de amortecimento é capaz de se sentir.

Com somente 213 gramas e com um drop pouco habitual, de apenas 3mm, as Cielo Road são umas verdadeiras sapatilhas minimalistas à antiga. Não só pelo perfil baixo, mas também pelos materiais bastante leves e livres de construções excessivas que lhes dão corpo. Por isso, por não terem tanto foco no conforto, acreditamos que os tais 10 quilómetros em registo de performance são o ideal.

A construção minimalista faz com que toda a zona superior seja bastante respirável, com uma malha tão fina que até nos permite observar de forma fácil a luz do outro lado. Com esse olhar atento conseguimos também ver as poucas (mas suficientes) linhas que mantém as sapatilhas com a sua estrutura no lugar. O upper, de resto, é simples, contando apenas com um pequeno ponto de material acolchoado a envolver o calcanhar.

Se a zona superior dá toda esse mininalismo e leveza, a meia sola entrega uma sensação de retorno de energia que há muito não víamos num modelo sem placa de fibra de carbono e sem um perfil alto. Toda a sensação de corrida é bastante responsiva e alegre, graças a uma espuma de Peba, que para lá de nos dar retorno de energia também dá uma razoável dose de amortecimento. Mas, lá está: não são sapatilhas para treinos de longa distância ou até em ritmos lentos. As HOKA Cielo Road pedem velocidade. Exigem velocidade. E é aí que podem brilhar.

Por fim, a sola é tudo aquilo que queremos para agarrar ao solo naqueles esforços mais velozes e intensos. Em piso molhado, piso de terra batida, piso irregular, viragens... em momento algum sentimos falta de tração. O único problema aqui será, talvez, alguma falta de estabilidade, mas isso é um pouco um problema difícil de solucionar quando não temos placa numas sapatilhas rápidas e de performance. Não temos é bem a certeza quanto à durabilidade desta sola, mas a verdade é que com 100 km ainda não temos grandes pontos de desgaste.

Sola entrega uma tração bastante interessante
Sola entrega uma tração bastante interessante
As Cielo Road têm poucos pontos negativos, mas um dos mais críticos é mesmo o preço: 175 euros. Especialmente quando estamos perante umas sapatilhas que, na prática, só podem ser utilizadas em provas curtas e em treinos de pista. Mesmo assim, para quem tiver disponibilidade para investir, não se irá certamente arrepender.
Por Record
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