Hoka One One Clifton Edge: sempre a inovar

Testamos um dos modelos mais inovadores da marca francesa

Marca conhecida pelos seus ideais de maximalismo, sem qualquer receio de apresentar propostas fora do comum para conquistar o mercado, a Hoka One One decidiu ir mais além do que aquilo que já tinha apresentado e recentemente lançou umas das (visualmente) mais 'estranhas' sapatilhas do mercado. Falamos das Clifton Edge, um modelo que serve como uma introdução para uma nova era de um dos modelos mais conceituados e bem sucedidos dos franceses.

Não há grande volta a dar. Ao olhar para estas Clifton Edge aquilo que chama à atenção já não é a altura da meia-sola (que não é assim tão alta quanto parece, pois são apenas 29mm/24mm), mas sim a zona do calcanhar. A aposta não é nova, já que tinha sido utilizada nas TenNine, mas é a primeira vez que é aplicada numa sapatilha de estrada. A ideia aqui é clara: permitir uma dose extra de proteção para quem tem tendência para aterrar ligeiramente de calcanhar, mas também dar-lhes uma transição mais eficaz. Com esta zona de calcanhar mais extensa, as Clifton Edge acabam por dar um impulso extra, ao invés de criar uma sensação de 'travão' por causa do facto de aterrarmos de calcanhar.

Por outro lado, olhando à sola é possível perceber-se claramente esse cuidado, já que a zona com maior injeção de borracha injetada é mesmo a parte traseira. Do meio para a frente também a temos, mas parece-nos que se trata de um material menos resistente. E, bem, não se pense que este visual e estrutura 'monstruosa' nos dá para os pés umas sapatilhas pesadas. Bem pelo contrário. Afinal de contas continuamos a ter umas Clifton com pouco mais de 250 gramas no modelo 42 masculino (204g no feminino).

Sensações diferentes

Recebemos estas Clifton Edge ainda antes de terem saído para o mercado e ao longo de pouco mais de três semanas superámos os 100 quilómetros. Foram utilizadas em treinos de rodagem, de ritmo com retas no final e em praticamente todas as situações se apresentaram no nível esperado. Um nível esperado, mas diferente daquele que temos nas Clifton originais (nas 6, por exemplo). Apesar de termos uma boa dose de amortecimento, aqui até ampliada pela proteção extra do calcanhar, a verdade é que nestas Clifton Edge parece que temos menos do que o normal - não temos aquela sensação de correr numa 'almofada'.

Não é algo mau, atenção, mas é algo diferente daquilo que temos visto nos anteriores Clifton. E a verdade é que, mesmo não tendo tanto amortecimento, temos certamente uma maior sensação de estabilidade nestas sapatilhas, mercê da sua estrutura mais larga, que permite ao pé aterrar e não 'balançar' tanto a cada passada. Na prática, continuamos a obter uma experiência de corrida muito agradável, mas diferente do habitual. Apenas isso.

Triatletas 'esquecidos'?

Depois de passarem um olhar no perfil das sapatilhas e ficarem impactados pelo calcanhar reforçado, o mais certo é os maiores fãs da marca notarem logo a ausência de uma imagem de marca da Hoka One One: a alça no calcanhar para ajudar a calçar a sapatilha. Ao contrário do esperado, e até em contraciclo com um dos seus públicos prediletos (os triatletas), a marca francesa decidiu esquecer essa aposta e decidiu seguir a tendência que se tem visto noutras marcas, como por exemplo nos Pegasus, da Nike. A mudança, uma vez mais, não é para pior. Aliás, até notamos que o nosso pé fica mais confortável e assente na sapatilha, sem qualquer sensação de falta de estabilidade.

O que também impressiona é a malha da zona superior, que apesar de ter apenas uma camada oferece uma sensação de conforto e adaptabilidade bastante interessante. A língua, inspirada no que já vimos noutros modelos, é bastante fina, mas por contar com algum material acolchoado não deixa de ser confortável. Tudo isto faz com quem o 'upper' contribua para o reduzido peso global da sapatilha.

No geral, as Clifton Edge estão bem conseguidas e entregam aquilo que prometem, mantendo a 'assinatura' da Hoka One One, com o já conhecido amortecimento e conforto de um topo de gama. É verdade que nestas Edge temos um pouco menos de amortecimento e daquela sensação de 'marshmallow', mas o que perdemos aí ganhamos no conforto, estabilidade e de na proteção para quem aterre de calcanhar. Não são sapatilhas para agradar a tudo e todos (não há disso, na verdade), mas a aposta inovadora da Hoka One One pode mesmo trazer frutos no futuro.

Ficha técnica

Peso: 253 gramas (204g no modelo feminino)
Drop: 5mm (29mm/24mm)
Tipo de passada: neutra
Ideal para: treinos diários e de rodagem. Pode ser utilizados também em treinos longos até 20 quilómetros
Preço de lançamento: 160 euros

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