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A nossa análise ao modelo da marca espanhola
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É possível que a surpresa que falamos no título desta análise tenha essencialmente a ver com o facto de termos ido para este teste sem grandes expectativas. Não o escondemos. Sabíamos que a Joma estava a apostar forte no calçado de corrida, mas a ausência de grandes alaridos fazia-nos pensar que seria apenas mais do mesmo, algo sem grande potencial. Mas tínhamos de dar-lhes uma oportunidade, até pelo reconhecimento que a própria marca faz do nosso país, ao dedicar uma versão especial destas Joma R1000 à Maratona do Porto. Numa altura na qual muitas marcas ignoram o nosso país, em que o desvalorizam a ponto de olharem para nós como uma província espanhola, tem um gosto especial vermos uma marca do país vizinho reconhecer-nos como devemos ser reconhecidos. "Gracias, Joma!"
Bem, vamos ao que importa, que é à análise destas Joma R1000. Na prática, é um modelo de trabalho, para treinos rápidos e até algo longos. Podem também ser utilizados em competição, mas as suas 240 gramas no tamanho 42 podem acabar por pesar um bocadinho numa fase mais adiantada de uma prova longa, nomeadamente a maratona. Ainda assim, também temos de dizer que a sensação de corrida é bastante amortecida, para lá de reativa, pelo que não serão totalmente uma má opção para essas aventuras de maior quilometragem.
Falando de aspetos mais técnicos, estas Joma R1000 contam com um drop de 7mm e uma altura de meia sola máxima de 40mm no calcanhar. Na meia-sola, a dar responsividade e o tal amortecimento mais do que satisfatório, está uma placa de fibra de carbono (que a marca espanhola apelida de ENDOPLATE) e ainda uma dupla camada - com a placa pelo meio - da espuma FLY REACTIVE. Em conjunto, estes dois recursos permitem-nos ter uma corrida sempre bastante responsiva e amortecida, isto para lá de estável - aqui pela ação da placa -, mesmo com uma meia-sola bastante volumosa.
Outro aspeto que nos impressionou foi a sola. Com o composto próprio da marca (chamado de DURABILITY), as Joma R1000 apresentaram-se sempre muito boas na tração em diferentes tipos de piso, desde secos, molhados e até com terra batida. Em termos de durabilidade, esperemos que façam jus ao nome e ao que têm prometido, pois ao cabo de 100 quilómetros ainda não temos grandes sinais de desgaste. A isso não será certamente indiferente a utilização de uma bem generosa camada de borracha, que apesar de dar um pouco mais de peso global acaba por compensar na durabilidade. E mesmo com esse peso extra, a Joma tentou reduzir ali umas gramitas, ao colocar a cada vez mais vista abertura no meio da sola, onde podemos observar a placa.
Relativamente ao upper, aqui temos um dos raros pontos de melhoria. Ainda que seja muito confortável e tenha uma boa dose de material acolchoado, tanto na língua como no contorno do calcanhar, notámos a ausência do furo extra para nos dar um ajuste mais apurado. É certo que não tivemos problemas e as sapatilhas nunca nos 'fugiram' dos pés, mas sentimos que teríamos um pouco mais de confiança se tivéssemos esse furo extra. Para compensar, a Joma colocou uma alça no calcanhar muito bem conseguida, permitindo que as calcemos de forma rápida e prática.
Com preço de venda base de 165 euros, nesta altura é possível comprá-las a 132 euros, o que é uma verdadeira pechincha tendo em conta as sapatilhas que aqui estão. Falando de uma forma global, somos tentados a equipará-las às Deviate Nitro 3 da Puma, o que considerando... é um grandíssimo elogio.
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