Maratona do Dubai não teve recordes mas contou com final impróprio para cardíacos

Onze atletas acabaram abaixo das 2:07 horas; os sete primeiros finalizaram separados por 7 segundos

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O final de cortar a respiração da Maratona do Dubai

A promessa de novo recorde do percurso não foi cumprida - especialmente devido às elevadas temperaturas que se registaram à partida -, mas a verdade é que a Maratona do Dubai voltou esta sexta-feira a dar aos amantes do atletismo um final autenticamente impróprio para cardíacos. Num cenário mais digno de provas curtas do que propriamente de uma maratona, a prova foi discutida até aos últimos metros, com o desconhecido Olika Adugna Bikila a levar a melhor perante um pelotão com onze (!) corredores graças a um tempo final de 2:06:15 horas.

Aos 20 anos, o jovem etíope levou para casa um cheque de 100 mil dólares, um prémio bem merecido perante a luta titânica que teve travar até final, numa discussão na qual os três primeiros acabaram separados por 3 segundos (Eric Kiptanui e Tsedat Abeje Ayana) e os sete primeiros por...7!

Do tal pelotão de onze, refira-se, todos fecharam a prova abaixo das 2:07, com o 11.º a acabar em 2:06:34, a apenas 19 segundos do vencedor, um tempo que em 1998, por exemplo, seria um recorde do Mundo. Aqui, no Dubai, esta marca nem valeu a Beshah Yerssie Eskezia o top-10 ou até mesmo um prémio monetário de consolação... Ah e não menos importante: do tal pelotão de onze todos tinham nos pés as polémicas Nike Vaporfly.

Quanto à prova feminina, Worknesh Degefa repetiu a vitória do ano passado, cruzando a linha de meta em 2:19:38 horas. Aqui, e ao contrário dos homens, Degefa lançou-se para a frente bem cedo e não mais largou a dianteira. Acabaria por vencer com 33 segundos de avanço para Guteni Shone (2:20:11) e mais de dois minutos para Bedatu Hirpa Badane (2:21:55).

Por Fábio Lima
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